Social

A ONG Zoé e sua atuação no Pará. Um exemplo de solidariedade. Mais de 50 cirurgias e mais de 100 exames de endoscopia

Acontecimento importante em prol da saúde dos moradores de Belterra, município localizado à beira do rio Tapajós, no Pará, de 28 de novembro a 5 de dezembro. Nesse período, foi inaugurado o centro cirúrgico no Hospital Municipal de Belterra (HMB), com uma infraestrutura necessária. Além disso, foram realizadas 53 cirurgias de hérnia e 108 exames de endoscopia em pessoas da cidade e arredores. Os números referem-se à atuação da terceira expedição da Zoé, ONG paulistana que tem o propósito de levar saúde à população amazônica. A ação foi viabilizada por um time de 20 médicos e enfermeiros da Zoé e pela doação de equipamentos e insumos médicos por diversas empresas e pessoas físicas que se engajaram ao projeto.

Procedimentos de anestesia do projeto da ONG ZOÉ
Foto: Solange Macedo/SM2

Grupo da Expedição Zoé em Belterra
Foto: Solange Macedo SM2

Com o centro cirúrgico de Belterra  funcionando, procedimentos de médio e pequeno portes poderão ser realizados pelo médico plantonista do hospital local que tem especialização, Paulo Henrique Albuquerque de Oliveira.

 

Médico Marcelo Averbach um dos fundadores da  ONG Zoé
Foto: Solange Macedo/SM2

O médico cirurgião e colonoscopista Marcelo Averbach, um dos fundadores da Zoé, explicou que o centro cirúrgico faz parte de um projeto maior que tem a meta de transformar o Hospital Municipal de Belterra em um polo de atendimento à saúde na região, incluindo Aveiro e parte de Santarém. 

A ONG Zoé também atua com os pilares educação – ao levar em suas expedições acadêmicos e médicos residentes, com objetivo de proporcionar uma experiência única de
aprendizado – e ciência, com a compilação de dados de cada expedição com objetivo de favorecer a realização de estudos científicos. A terceira expedição contou com a presença de três alunos da graduação de medicina e dois médicos residentes. Foram ministradas quatro aulas a agentes de saúde de Santarém pelas médicas Beatriz Souza Dias e Beatriz Averbach.

Médico Fabio Atuí  integrante da expedição Zoé
Foto: Solange Macedo/SM2

Fabio Atui, cirurgião do aparelho digestivo e um dos fundadores da Zoé, contou que quando decidiram que viriam fazer cirurgias de hérnia e exames de endoscopia, acreditava que o procedimento cirúrgico teria mais impacto na vida das pessoas do que o exame de endoscopia, mas aconteceu o contrário. “Minha ideia era de que a cirurgia de hérnia teria mais impacto na vida dessa população porque muitos são trabalhadores braçais e a hérnia impede que o paciente faça esforço físico. Mas o impacto da endoscopia foi maior porque diagnosticamos dois casos de câncer, com tumores em
fase avançada, que poderiam ter um prognóstico melhor se os pacientes tivessem feito a endoscopia antes. E encontramos um câncer precoce com alta chance de cura”, afirmou.

Para o médico, fatos assim levam o time da Zoé a refletir ainda mais sobre como atuar de modo cada vez mais eficiente para fazer diferença na vida das pessoas da região foco do projeto, dentro do que os profissionais da Zoé podem oferecer. “É assim que trabalhamos, fazemos o reconhecimento das necessidades da população que vamos
atender dentro do escopo de especialistas que formam a ONG e das parcerias, como a que já temos com a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) para utilização do barco hospital Abaré”, disse Atuí.

 Plínio Averbach integrante da expedição Zoé
Foto: Solange Macedo/ SM2

Plinio Averbach, diretor-executivo e um dos fundadores da Zoé, reforça que para fazer parte do projeto não é preciso ser médico ou profissional da saúde. “Também precisamos de voluntários de outras especialidades que podem nos ajudar com conhecimento de logística, comunicação, recursos humanos e muitas outras áreas”, informou. Além disso, fundamental para dar continuidade e ampliar o projeto são as parcerias com empresas que podem contribuir com recursos financeiros ou com doação de passagens aéreas, hospedagem, transporte, insumos e equipamentos médicos utilizados em cada expedição.

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Marco Aurélio D’Assunção (endoscopista) um dos fundadores da ONG Zoé presente na expedição em Belterra Foto: Solange Macedo/SM2

Sobre a Zoé  

Nascida em São Paulo (SP), a Zoé tem entre seus fundadores, médicos – como, Fábio Atuí (cirurgião do aparelho digestivo), Fábio Tozzi (cirurgião geral e vascular), Marcelo Averbach (cirurgião e colonoscopista), Marco Aurélio D’Assunção (endoscopista), Paulo Chapchap (cirurgião infantil) – e não médicos, como o diretor-executivo Plínio
Averbach.

A decisão de fundar a Zoé foi motivada por experiências anteriores dos médicos na Amazônia e o desejo de dar continuidade ao trabalho de contribuir para melhorar o atendimento à saúde dessas populações.

Para saber mais sobre como contribuir com o propósito da Zoé, acesse:
https://ongzoe.org/

Fonte: SENSU Consultoria de Comunicação
 

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guaranyjr

Guarany Jr - Prof. de Graduação e Pós de Marketing, Jornalismo e Propaganda, Jornalista, Comentarista, Consultor, Administrador, Palestrante - Belém - Pará - Brasil.

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