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Balanço Socioambiental do CNJ destaca saúde e qualidade de vida
As ações relacionadas à saúde e à qualidade de vida do Poder Judiciário paraense tiveram destaque positivo no 6º Balanço da Sustentabilidade do Poder Judiciário, levantamento nacional apresentado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no último dia 23 de junho. Executados por meio da Coordenadoria de Saúde e do Núcleo Socioambiental, os trabalhos demonstram o empenho crescente do Judiciário em contribuir para o bem-estar, a qualidade de vida e a saúde de seu corpo funcional, além da manutenção dos recursos naturais às próximas gerações.
A divulgação permanente de campanhas sobre a separação de resíduos é uma das principais atividades desenvolvidas pelo Núcleo Socioambiental, conforme informa Terezinha de Jesus Monteiro Lobato, servidora do Núcleo. “A princípio, as pessoas acham que não impacta na qualidade de vida. Mas à medida que você separa corretamente esses resíduos, você os destina à reciclagem, diminui o impacto no meio ambiente. Atualmente, o maior vilão é o plástico, encontrado no interior de animais marinhos e altamente poluidor dos oceanos”.
A retomada da Feira de Agricultura Familiar, realizada pelo Núcleo Socioambiental em parceria com a Coordenadoria de Saúde da Secretaria de Gestão de Pessoas, é outro ponto fundamental na promoção do bem-estar no âmbito interno do Judiciário estadual. “A Feira possui como objetivo o estímulo à alimentação saudável através de produtos sem elementos químicos. Ao trazermos essa feira para o Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), servidores e servidoras poupam seu tempo, pois realizam logo às sextas, no local de trabalho, as compras que seriam feitas aos fins de semana”, explica a servidora Terezinha Lobato,
Todos os meses, o Núcleo Socioambiental publica boletins sustentáveis em seu site, no portal externo do TJPA, com dicas de sustentabilidade. No mês de julho será produzido um boletim sobre a nocividade do plástico, em virtude do aumento do uso e do despejo de material nas praias no período das férias.
O coordenador de Saúde do TJPA, Manoel de Christo Alves Neto, enumera algumas ações que promovem a saúde e a qualidade de vida, planejadas e executadas pela Secretaria de Gestão de Pessoas por meio da unidade de Saúde. “Realizamos atendimentos de acolhimento ao luto pela Covid-19 e outras patologias; prestamos suporte psicossocial à saúde mental; incentivamos a participação de servidores(as) em campanha de doação de sangue; organizamos uma campanha de arrecadação de absorventes doados à população vulnerabilizada; realizamos rodas de conversa sobre temas variados; criamos um grupo de suporte a pessoas afastadas do trabalho por adoecimento, realizamos também a campanha de vacinação contra Influenza”, disse.
A Coordenadoria de Saúde promove também uma programação alusiva ao mês da mulher, realiza a Feira de Produtos Artesanais em parceria com o Núcleo Socioambiental, confeccionados pelos(as) servidores(as) do TJPA, além conceder entrevistas sobre diversos temas de saúde na WebRadioJus, tais como: “Uso de medicamentos sem prescrição”, “Saúde mental”, “Atividade física na pandemia”, etc, e de produzir cartilhas online sobre temáticas diversas, tais como: “Consciência Corporal e Saúde no Trabalho”, “Higiene do sono e Técnicas de Relaxamento”, “Vacinação contra a Covid-19 e Gripes”.
Estas ações contribuem para a valorização e para a realização pessoal de servidores e servidoras, afirma Terezinha Lobato. “O(a) servidor(a) sente que está sendo valorizado em sua subjetividade, e não como um ser apenas produtivo. Ele(a) aprende práticas, a fazer a coleta seletiva, a diminuir o consumo, que servem para o seu trabalho aqui, e se estendem à sua residência”, disse.
Ao realizar práticas sustentáveis e voltadas à saúde e ao bem-estar, o Poder Judiciário do Pará põe em prática um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da organização das Nações Unidas (ONU), o ODS no. 3, Saúde e Bem-Estar, que busca assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades. “Esta é uma responsabilidade de todos os entes públicos. Esta adoção serve de exemplo para que outros Tribunais sigam as premissas da ONU, que tratam de todas as questões envolvendo a sobrevivência humana”, informa a servidora Terezinha Lobato.
Balanço – O mais recente panorama das ações mostra 23 destaques positivos dos tribunais na área da responsabilidade socioambiental obtidos em 2021, em comparação a 2020. Entre os resultados que se notabilizaram no Balanço da Sustentabilidade do Poder Judiciário do ano passado, a nível nacional constam reduções nos indicadores de consumo de papel (-16%), quantidade de impressões (-20%), gasto com aquisição de suprimentos para impressão (-42,5%), consumo de água mineral em embalagens descartáveis (-22%), gasto com telefonia (-12%), gasto com água e esgoto (-10,3%), gasto com contratos e material de limpeza (-10%) e gasto com contrato de vigilância (-9,4%).
Em recursos financeiros, a economia com papel em 2021 equivale a R$ 4,3 milhões. Já a redução no consumo de copos descartáveis representa dispêndio menor de R$ 423 mil e, no consumo de água mineral em embalagens descartáveis e retornáveis, de R$ 900 mil. Em 2021, o Judiciário também diminuiu em R$ 6,5 milhões os gastos com telefonia e, em R$ 5,5 milhões, o gasto com aquisição de suprimentos de impressão, além de economizar R$ 2,6 milhões em contratos de terceirização de impressão. A redução no consumo de água e esgoto gerou uma economia de R$ 7,9 milhões e de R$ 89 milhões nos gastos com contratos e produtos de limpeza.
O 6º Balanço da Sustentabilidade do Poder Judiciário segue a diretriz da política de sustentabilidade instituída pela Resolução CNJ n. 201/2015, posteriormente substituída pela Resolução CNJ n. 400/2021, que trouxe novos indicadores de desempenho a serem mensurados pelos tribunais e conselhos superiores. Os indicadores mínimos que devem ser aplicados nos órgãos de Justiça e conselhos superiores são: papel, copo descartável, água envasada em embalagem, impressão, telefonia, energia elétrica, água e esgoto, gestão de resíduos, reformas, limpeza, vigilância, veículos-combustível, qualidade de vida e capacitação socioambiental.
Fonte: Coordenadoria de Imprensa/TJPA






