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IBRAM e Hydro promovem curso sobre mineração para jornalistas às vésperas da COP 30

Visando qualificar o debate público, evento em Belém reuniu referências em temáticas ambientais, sociais e econômicas relacionadas à Conferência

Belém, 27 de maio de 2025 – Para promover uma imersão no setor mineral e sua relação com temáticas ambientais, tendo em vista a proximidade da COP 30, o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) realizou, na última segunda-feira (19), o curso “Mineração para Jornalistas: Desafios e Oportunidades no Contexto da COP30”. A ação, em Belém (PA), teve o apoio da Hydro, líder global em alumínio e energias renováveis.

Ministrado pelos profissionais do IBRAM, Aline Nunes, gerente de Assuntos Minerários e Paulo Henrique Soares, diretor de Comunicação e Projetos, o curso reuniu no Espaço Aruna, na Ilha do Combu, jornalistas de veículos de abrangência nacional, regional e de publicações especializadas no setor. Como palestrantes, estiveram presentes referências como Raul Jungmann, presidente do IBRAM e ex-ministro de Reforma Agrária, Defesa e Segurança Pública, Rodolpho Zahluth Bastos, Secretário Adjunto de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado do Pará; Alex Carvalho, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), e Anderson Baranov, CEO da Norsk Hydro Brasil.

O evento tratou de assuntos como conceitos de mineração e economia do setor mineral, desafios e oportunidades para o setor no contexto da COP 30, e como o Pará está se preparando para receber a conferência. Além do conteúdo teórico, empreendedores locais apoiados pelo Programa Embarca Amazônia, do Fundo Hydro, que compartilharam suas experiências e propostas sobre como construir uma economia mais verde e sustentável na região.

“Um evento da proporção de uma COP, em nosso país e em uma região como a Amazônia, essencial para a regulação do clima global, exige uma cobertura jornalística especializada, aprofundada e com informações precisas. Ao longo do ano, seguiremos promovendo ações como essas, pois acreditamos no potencial da imprensa em qualificar o debate público, criando uma comunicação ética e transparente, do Brasil para o mundo”, afirma Lydia Damian, Diretora de Comunicação da Norsk Hydro Brasil.

De acordo com Rodolpho Zahluth Bastos, além dos jornalistas, a população de Belém e os órgãos públicos estão se movimentando de forma acelerada para receber a conferência. “Existe grande interesse em participar das discussões e negociações da COP30 em Belém, pois esse não é apenas um evento, mas um grande estímulo para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do estado. Essa é uma chance de criar políticas públicas eficazes para a região, além de mostrar para o Brasil e o mundo o papel da Amazônia na crise climática.”, comenta.

Alex Carvalho ressalta, ainda, a importância de unir a preparação para a COP com uma agenda de desenvolvimento econômico do estado. “Nossa proposta, chamada de Jornada COP+ visa unir as demandas econômicas das empresas do estado com a preservação do meio ambiente, no intuito de construir um futuro melhor a partir da COP. Isso é feito a partir de um foco em transição energética, bioeconomia, economia circular, e outras estratégias que simbolizam a união entre esses dois pontos”.

Neste sentido, Anderson Baranov destaca as ações da Hydro, que assumiu a meta de reduzir em 30% até 2030 suas emissões de carbono, comprometida em alcançar emissões líquidas zero (net-zero) na produção de alumínio até 2050 ou antes. Ele ressalta a participação da empresa em investimentos na ordem de R$ 8,8 bilhões de reais, desde 2022, em projetos para limpar a matriz energética de suas plantas, impulsionar o reflorestamento e a economia circular, entre outros objetivos relacionados a descarbonização.

“Ser sustentável e um bom vizinho para as áreas onde atuamos são as prioridades da Hydro. Assim, não medimos esforços para alcançar nossas metas de reduções de emissões e garantir o desenvolvimento sustentável das comunidades, seja com ações de impacto social, sobretudo via Fundo Hydro, ou com grandes projetos vinculados às nossas operações. A COP-30, com toda sua visibilidade, nos ajudará nesses quesitos e deixará um legado positivo longevo para a população paraense. Acreditamos que o Brasil e o Pará têm tudo para sediar a melhor COP da história, aproveitando nossa floresta e capacidade única de preservar o clima para deixar um legado duradouro.”

Segundo Raul Jungmann, o setor mineral, em todo mundo, é um agente fundamental na transição para uma economia de baixo carbono. “A mineração tem uma grande relevância para o PIB global e está no topo das discussões geopolíticas mundiais, pois muitos dos minérios conhecidos como minerais críticos, dentre eles o alumínio, são essenciais para atender as inovações tecnológicas necessárias na transição para uma economia de baixo carbono. E o Brasil está em uma posição estratégica nesse contexto, uma vez que está entre os seis maiores players do mundo em termos de mineração e possui vasto acesso a esses recursos”.

Durante a semana, os jornalistas ainda tiveram a oportunidade de conhecer em profundidade as operações da Hydro, no Pará. A visita à Mineração Paragominas, inserida no contexto do programa de Portas Abertas, uma iniciativa que promove a transparência e o diálogo entre a indústria de mineração e a sociedade, permitiu aos profissionais conhecerem diversas áreas, incluindo o processo da produção, tecnologias utilizadas na mineração e iniciativas de preservação ambiental.

Sobre o Fundo Hydro: 

O Fundo Hydro é uma organização sem fins lucrativos, criada em 2019, quando as empresas Hydro, Albras e Alunorte uniram esforços em torno da construção de um futuro melhor e mais sustentável. O Fundo atua como mecanismo financeiro, através da realização ou apoio a projetos que se propõe a reduzir desigualdades, gerar renda, emprego, promover a cultura de base comunitária e preservar o meio ambiente, contribuindo para comunidades e cidades melhores e mais sustentáveis para todos e todas. Ao longo de dez anos, serão investidos R$ 100 milhões para potencializar projetos realizados pela e para a comunidade, com base nas principais demandas dos territórios, identificadas e definidas em processos com ampla e transparente participação social.

Informações de imprensa: [email protected]

Fonte: Ideal Axicom
Por: Raisa de Araújo

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guaranyjr

Guarany Jr - Prof. de Graduação e Pós de Marketing, Jornalismo e Propaganda, Jornalista, Comentarista, Consultor, Administrador, Palestrante - Belém - Pará - Brasil.

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