Saúde

Maio Cinza destaca a importância do diagnóstico precoce do câncer cerebral

A Campanha alerta para os fatores de risco e sintomas da doença que continua apresentando alto índice de mortalidade.

Segundo dados do INCA, o Brasil apresenta cerca de 11 mil casos de câncer de cérebro todos os anos, com o agravante de ser o tipo de câncer que mais mata. Para se ter uma ideia, do total mencionado acima, cerca de 9 mil pessoas morrem dessa doença, correspondendo a mais de 80%.

Sintomas
De acordo com o médico neurocirurgião, Dr. José Cláudio Monteiro Rodrigues, especialista em neurocirurgia geral e oncológica, os principais sintomas são: dor de cabeça, vômitos, crises convulsivas, alterações de comportamento, perda de equilíbrio e coordenação motora, perda de força, modificações no humor, na fala ou na memória, sonolência e, até mesmo, o coma.

No adulto, a incidência aumenta com a idade, tendo um pico entre os 65 a 75 anos. Segundo o médico, o tumor mais comum em incidência é o meningioma (tumor das células da meninge aracnóide), seguido de perto por tumores malignos, como o Astrocitoma grau 4, conhecido como glioblastoma, um tumor muito agressivo, que cresce e se espalha rapidamente.

O especialista destaca que é muito importante procurar o médico para uma avaliação mais aprofundada, caso apresente algum dos sintomas citados acima.

Fatores de Risco

De acordo com o médico, de maneira geral, as causas diretas dos tumores cerebrais ainda são desconhecidas. Alguns meningiomas, tipos mais comuns de tumores cerebrais primários (que se originam no cérebro), são responsáveis por aproximadamente 30% dos tumores cerebrais e podem aparecer em pacientes submetidos a efeitos prolongados de radiação.

Outros fatores que aumentam o risco são: deficiência do sistema imunológico, como a provocada pelo HIV; e fatores ocupacionais, como a exposição ao arsênico, chumbo, mercúrio; o trabalho em empresa petroquímica, indústria de borracha, plástico, entre outras; e também na agricultura, devido à exposição aos agrotóxicos.

O neurocirurgião alerta, porém, que nem todo o tumor cerebral é câncer. “Alguns apresentam características infiltrativas no tecido cerebral. Outros causam problema pela compressão direta, um efeito de massa. Mas todos devem ser avaliados, tendo sua terapia orientada por uma equipe multidisciplinar.”, explica.

Diagnóstico
O neurocirurgião ressalta que os tumores cerebrais são de difícil diagnóstico em fases iniciais. Mas, no geral,  o primeiro diagnóstico é feito através de exames de imagem, como a tomografia e a ressonância magnética (RM) de crânio, podendo ser complementado através de angiografia cerebral, tomografia por emissão de pósitrons (PET) e ressonância magnética funcional de crânio.

Tratamentos

Dependendo do caso, o tratamento pode ser multimodal (uso simultâneo de diversas terapias de forma separada). Assim, o tratamento pode requerer, além da remoção neurocirúrgica da lesão, a quimioterapia e a radioterapia.

A boa notícia neste âmbito é que, em agosto do ano passado, o medicamento Vorasidenib foi aprovado pela FDA (Food and Drug Administration) e poderá ser usado em breve no Brasil. A droga é indicada no tratamento dos gliomas, tumores de baixo grau frequentemente encontrados em indivíduos jovens, na casa dos 30 ou 40 anos.

Os gliomas crescem lentamente, mas, na progressão, tornam-se tumores de alto grau que exigem tratamentos mais agressivos. O vorasidenib, segundo dados de ensaios clínicos, tem o potencial de atrasar a progressão do tumor em gliomas de baixo grau com mutação IDH1 ou IDH2, oferecendo uma opção potencialmente transformadora para os pacientes.

Fonte: Norte Comunicação
Por: Ivan Muniz

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guaranyjr

Guarany Jr - Prof. de Graduação e Pós de Marketing, Jornalismo e Propaganda, Jornalista, Comentarista, Consultor, Administrador, Palestrante - Belém - Pará - Brasil.

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