Verão Amazônico: especialistas do CHU-UFPA recomendam cuidados com a saúde
Altas temperaturas aumentam riscos para a pele e o sistema respiratório
Henderson Cavalcante, otorrinolaringologista chefe do HUBFS, chama atenção para os efeitos das variações térmicas comuns nessa época. “O verão amazônico é bem intenso. As pessoas passam muito tempo em ambientes com ar-condicionado. Essa exposição prolongada, aliada às saídas frequentes para o calor externo, pode provocar choques térmicos e desencadear infecções nas vias aéreas superiores e inferiores”, garante.
Segundo o especialista, doenças como sinusite, faringite, asma e bronquite também tendem a aumentar, especialmente por conta das queimadas. “Além disso, aglomerações em locais públicos contribuem para a disseminação de gripes e resfriados”, destaca.
As atividades ao ar livre, como visitas a balneários, também exigem atenção. “O contato excessivo com a água, muitas vezes contaminada, pode causar infecções no ouvido, como as otites. Isso é ainda mais comum com o aumento da umidade na região do canal auditivo”, explica o médico.
As doenças de pele também se tornam mais frequentes. “A combinação de calor, suor e maior exposição solar pode favorecer o aparecimento de miliária, conhecida popularmente como ‘brotoejas’, além de micoses superficiais como ‘pano branco’ e ‘impigens’. Também pode agravar quadros de acne, provocar o reaparecimento do melasma e causar infestações como bicho geográfico (larva migrans cutânea) e sarna humana (escabiose)”, afirma Rossana Veiga, chefe da Dermatologia do HUJBB.
A profissional recomenda banhos frequentes, mas com alguns cuidados. “Use sabonetes suaves, infantis no caso das crianças e não abrasivos para os idosos. Evite buchas ou fricções fortes, pois o atrito pode remover a camada protetora da pele, provocando ressecamento e coceiras”, recomenda.
No dia a dia, a dermatologista também sugere o uso de roupas leves, preferencialmente de algodão, e a aplicação regular de fotoprotetores e hidratantes após o banho, além do uso de chapéus, sombrinhas ou guarda-chuvas. “E, claro, manter uma boa hidratação é essencial”, finaliza.
O CHU-UFPA faz parte da Rede Ebserh desde 2015. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.






