Curtas

STJ suspende afastamento do prefeito de Ananindeua, Daniel Santos

Ministro considerou medida desproporcional. Investigação do MPPA apura fraudes em contratos públicos.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu liminarmente (de forma provisória), na noite desta quarta-feira (6), a decisão que afastou do cargo o prefeito de Ananindeua, Daniel Santos (PSB).

O ministro Og Fernandes atendeu à defesa de Daniel Santos, que entrou com um habeas corpus questionando o afastamento do mandato.

Og Fernandes afirmou, no documento, que reconhece a gravidade dos fatos investigados pela Operação Hades, do Ministério Público do Pará (MPPA). O ministro disse que os fatos devem ser devidamente investigados e apurados.

No entanto, o ministro entendeu que a mera descrição de condutas supostamente praticadas, como eventuais vantagens indevidas, não é suficiente para a decretação de uma medida de “tamanha envergadura”, como o afastamento de um cargo.

Na avaliação do magistrado, o afastamento “revela-se desproporcional”, afirmando que isso não impede o regular andamento das investigações.

A decisão liminar (provisória) de afastar o prefeito de Ananindeua foi do desembargador Pedro Sotero, do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), após pedido do MPPA.

As investigações foram iniciadas no ano passado, após a identificação de possíveis fraudes em licitações que envolvem servidores públicos e empresas do setor de construção civil com contratos junto à prefeitura.

A operação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO) contou com o cumprimento de mandados de busca e apreensão em Ananindeua, no interior do Pará, e também em Fortaleza, no Ceará.

Foram bloqueados cerca de meio bilhão de reais em bens de 16 pessoas físicas e jurídicas. Dos bens bloqueados R4 140 milhões são de Daniel Santos.

Entre os órgãos alvos das buscas estão as Secretarias Municipais de Urbanismo (SEURB), Saneamento (SESAN), Secretaria de Licitações e Procuradoria do Município.

Os crimes investigados são corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitações e obstrução da Justiça.

Fonte: g1/Pará

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guaranyjr

Guarany Jr - Prof. de Graduação e Pós de Marketing, Jornalismo e Propaganda, Jornalista, Comentarista, Consultor, Administrador, Palestrante - Belém - Pará - Brasil.

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