UNAMA finaliza o I Congresso de Seguridade Social, em Belém
A temática abordou os direitos fundamentais dos trabalhadores indígenas e a proteção previdenciária
Mais de mil pessoas participaram do inédito “Congresso de Seguridade Social com Ênfase aos Trabalhadores Indígenas e Proteção Previdenciária”, realizado pela UNAMA – Universidade da Amazônia. O eventou aconteceu na última sexta-feira (8), no auditório David Mufarrej e por transmissão ao vivo.
O Congresso foi organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Direitos Fundamentais (PPGDF), cujo objetivo é ampliar o conhecimento público no que condiz aos direitos trabalhistas e previdenciários dos povos originários do Brasil. Para contextualizar essa realidade, a programação contou com a participação de especialistas renomados.

De acordo com a reitora Betânia Fidalgo Arroyo, há décadas a Amazônia tem sofrido apagamento histórico e subvalorização de seus maiores defensores, que são os trabalhadores indígenas. “Somente a educação é capaz de transformar a sociedade. E esse Congresso nos dá a oportunidade de instigar grandes profissionais a lutarem em prol dos direitos e da cidadania de cada brasileiro. O direito fundamental dos indígenas é uma luta de reparação e dignidade”, afirmou.
Nove palestras foram ministradas nas modalidades presencial e remota. Participaram como palestrantes: João Batista Lazzari, professor da Pós-Graduação em Direito Previdenciário do IEPREV; Almires Martins Machado, mestre em Direitos Humanos e Legislação Indigenista; Marina Neves Cruz Mello, mestre em Geografia; Alberto de Moraes Papaleo, professor do PPGDF; Luís Ventura, secretário Executivo Nacional do Conselho Indigenista Missionário; Fernando Eduardo Hack, juiz do TRF-1ª região; Inory Kanamarí, primeira advogada indígena do povo Kanamari; e Eliane Romeiro Costa, pesquisadora e pós-doutora em Direito do Trabalho e Seguridade Social.
O encerramento foi conduzido por Océlio Morais, professor do PPGDF e organizador do Congresso. Para o docente, os direitos indígenas precisam ser garantidos. “As discussões que presenciamos são inéditas no país e necessárias para a equidade social. O conhecimento e pensamento crítico dialogam com a inclusão e o direito previdenciário de todas as pessoas, contribuindo para melhores condições de trabalho”, concluiu.
Fonte: Ascom/Unama por Quezia Dias






