Fórum Ambienta: arte, cultura e música mobilizam a Amazônia no enfrentamento à crise climática
O Fórum contará com intervenções artísticas, mesas de debate e apresentações musicais para mostrar como a arte e a cultura podem ser aliadas na luta contra a crise climática e na defesa da Amazônia.
Para o curador do evento, Matheus Botelho, a importância do Fórum Ambienta está em ampliar o debate entre diferentes setores da sociedade civil, em sintonia com a COP30, trazendo pautas centrais como a integridade da informação pelo clima, o fortalecimento de soluções comunitárias e o papel do artivismo na sensibilização sobre os impactos da crise climática no cotidiano das populações amazônicas.
“A crise climática não está distante, ela já desorganiza o nosso dia a dia, seja no calor extremo, nas chuvas intensas ou nas secas mais severas. Promover um espaço como o Fórum Ambienta é fortalecer a informação verdadeira, combater a desinformação e valorizar soluções coletivas que nascem nos territórios e têm impacto global”, declarou.
O encontro abre com a mensagem da Jovem Campeã do Clima da Presidência da COP30, Marcele Oliveira, seguida de uma intervenção poética que entrelaça canto, encantaria e saberes ancestrais.
A programação conta ainda com duas mesas de discussão: “Artivismo e Soluções Climáticas Populares: cultura, criatividade e inovação comunitária para enfrentar a crise” e “Integridade da Informação pelo Clima: democracia, interseccionalidade e combate à desinformação”, reunindo artistas, comunicadores e ativistas que atuam diretamente nos territórios amazônicos.
A música também marca presença com o “Duelo pelo Clima”, que traz os rappers Moraes MV e Bruna BG para um combate de rimas em torno das mudanças climáticas. Além disso, a programação conta a apresentação do Grupo de Carimbó Africanos de Icoaraci, referência histórica do carimbó raiz e da resistência cultural amazônica, que faz o encerramento cultural da atividade.
Conheça os convidados (as):
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Samara Cheetara – professora de Química, maraqueira e articuladora de arte e comunicação; transforma os sons das maracas em proteção, movimento e conexão ancestral.
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Jam Bill – arte educadora, atriz e dançarina; fundadora do grupo Pisada Cabôca, pesquisa linguagens da cultura popular e da arte amazônica.
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Maria Flor – designer de moda e ativista climática travesti, idealizadora da Mulambra Grif e voz das margens do Tapajós.
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João do Clima – jovem ativista de 15 anos da Ilha de Caratateua, conselheiro do UNICEF e articulador de juventudes amazônicas.
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Aline Gama – bióloga, comunicadora e multiartista; integrante do Coletivo Miri, navega entre ciência e cultura em defesa da Amazônia.
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Alex Soares – assessor político no Palmares Lab, atua com justiça climática, racismo ambiental, gênero e sexualidade.
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Moraes MV – rapper paraense que une música, poesia e educação como ferramentas de valorização do território amazônico.
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Bruna BG – rapper marajoara, uma das grandes vozes da cena paraense, reconhecida por unir rap, resistência e ancestralidade.
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Paulie Amaral – comunicadora popular e ativista climática, atua na interseção entre cultura, tecnologia e justiça socioambiental.
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Jessica Botelho – jornalista e pesquisadora, referência no combate à desinformação socioambiental na Amazônia.
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Flávia Ribeiro – jornalista e consultora em equidade, gênero e diversidade, com 20 anos de experiência em comunicação.
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Juliana Mori – diretora editorial da InfoAmazonia, especialista em jornalismo de dados e geojornalismo socioambiental.
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Grupo de Carimbó Africanos de Icoaraci – fundado em 1968, guarda e difunde o carimbó raiz, tradição de resistência cultural.
Serviço
Data: Quinta-feira, 2 de outubro de 2025
Horário: a partir das 16h
Local: Palacete Faciola – Belém/PA
Entrada gratuita | Aberto ao público
Fonte: Assessoria por Natália Mello






