Bienal das Amazônias promove oficinas de criação, memória e ancestralidade com sotaques da Amazônia
O Centro Cultural Bienal das Amazônias (CCBA) é palco, nesta semana, de uma programação que celebra as vozes, ritmos e afetos do território amazônico, com atividades que unem arte, educação, memória e ancestralidade. Estão na programação as oficinas: “Mergulhando nos Sotaques do Marabaixo”, conduzida pelo Coletivo Amazonizando, e “O Voo das Palavras: Pipas e Memórias Compartilhadas”, ministrada pela arte-educadora Andreza Machado.
De quinta (6) a sábado (8), das 14h às 17h, o Coletivo Amazonizando realiza a oficina “Mergulhando nos Sotaques do Marabaixo: o toque do tambor quilombola do Amapá”. A atividade propõe uma imersão sonora e histórica na tradição do Marabaixo, expressão cultural do Amapá reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A programação inclui escuta ativa, prática percussiva, contação de histórias, canto ancestral e pintura com geo tintas, produzidas a partir de argila.
Para o Mestre Ivamar, que ministra a vivência ao lado de Felipe Melhor, a oficina oferece uma experiência sensorial profunda. “O público pode esperar uma imersão guiada pelos tambores, sentindo a vibração sonora do Marabaixo”, afirma. Já Suane Brazão, quilombola da comunidade de Ilha Redonda (AP) e produtora do coletivo, destaca a mistura entre saberes ancestrais e tecnologia. “Espero que o público possa trocar afetos que nos fortaleçam e ampliem nossas possibilidades de futuro”, diz.
Encerrando a imersão, no sábado (8), das 16h às 19h, o grupo promove o Sarau Amazonizando, com apresentações musicais de Ton Rodrigues, Ricardo Iraguany, Dylan Rocha e DJ RG, celebrando a ancestralidade em forma de música e poesia.
O VOO DAS PALAVRAS
No domingo (9), das 10h às 12h, o CCBA recebe a oficina “O Voo das Palavras: Pipas e Memórias Compartilhadas”, inspirada na obra Trabalho de Estudos Sociais, do artista Roma Rio. A proposta convida o público a transformar o papel almaço pautado — símbolo dos tempos escolares — em suporte para a criação de pipas poéticas, que expressam lembranças e afetos.
“A ideia é construir pipas que funcionem como suportes de textos, imagens, desenhos e colagens. A pipa, como objeto lúdico e simbólico, ganha novas formas significativas e artísticas, tornando-se uma forma de expressão coletiva”, explica Andreza Machado, arte-educadora e artista visual.
As oficinas fazem parte do Programa Pedagógico da 2ª Bienal das Amazônias, que integra os eixos Memória e Sotaque, presentes na curadoria Verde-Distância, assinada por Manuela Moscoso.
A 2ª Bienal das Amazônias tem patrocínio master do Nubank, Shell e Vale, e patrocínio do Mercado Livre, todos via Lei Federal de Incentivo à Cultura. O evento conta com apoio institucional do Instituto Cultural Amazônia do Amanhã (ICAA) e da Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa na Amazônia (Fadesp).
Serviço:
Oficina “Mergulhando nos Sotaques do Marabaixo: o toque do tambor quilombola do Amapá” – Coletivo Amazonizando
Data: 6 a 8 de novembro
Hora: 14h às 17h
Inscrições gratuitas: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeDigKJx0ZX8Os82gclGvDTAwTNL8WO16GSuF28vvpmjaHEow/viewform
Faixa etária: a partir de 14 anos (menores acompanhados de responsáveis)
Local: Centro Cultural Bienal das Amazônias – Rua Senador Manoel Barata, 400
Sarau Amazonizando – Coletivo Amazonizando e convidados
Data: 8 de novembro
Hora: Das 16h às 19h | Classificação: livre
Oficina “O Voo das Palavras: Pipas e Memórias Compartilhadas” – com Andreza Machado
Data: 9 de novembro
Hora: Das 10h às 12h | Classificação: livre
Inscrições gratuitas: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScLsT9Zc2x9JPJjLGLseeaeJZOdY0EccDq4hgexgiV1ufBSkg/viewform
Local: Centro Cultural Bienal das Amazônias – Rua Manoel Barata, 400, Belém
Fonte: Jambo Comunicação






