Cerpa apresenta práticas sustentáveis em painel sobre Economia Verde e Inovação na COP 30
Jutta Seibel, presidente da Cerpa Cervejaria, destacou iniciativas ambientais da indústria paraense e os avanços da empresa em energia limpa, economia circular e impacto social
Belém recebeu, na última sexta-feira (14), um dos encontros mais aguardados do Grupo Mulheres do Brasil durante a programação da COP 30.
O painel Economia Verde e Inovação reuniu lideranças femininas para discutir o papel da indústria, da sociedade civil e das organizações públicas na construção de soluções concretas para o futuro sustentável da Amazônia.
Entre as convidadas, Jutta Seibel, presidente da Cerpa, compartilhou a trajetória da indústria paraense — que está prestes a completar 60 anos — e detalhou as iniciativas que colocam a empresa entre as referências em sustentabilidade na região Norte.

Durante sua fala, Jutta apresentou o conjunto de ações ambientais que a Cerpa mantém há décadas, entre elas o programa de biomassa que transforma cerca de 75 toneladas de caroço de açaí por dia em combustível renovável para as caldeiras da fábrica.
O projeto substituiu completamente o óleo BPF, reduziu emissões de carbono e eliminou o descarte desse resíduo orgânico em lixões. As cinzas resultantes da combustão retornam para produtores locais como adubo para novas plantações, consolidando um ciclo sustentável que integra floresta, economia e indústria.
Ela também destacou que 70% da energia utilizada na fábrica já vem do Parque Ibipiririm, reforçando a transição para fontes renováveis e o compromisso da empresa com a descarbonização de suas operações. Outro ponto apresentado foi o sistema de tratamento de efluentes, que devolve à Baía do Guajará água com até 97% de pureza após rigoroso monitoramento e controle de qualidade, reforçando o cuidado com o ecossistema amazônico.
Jutta enfatizou ainda o impacto social direto das ações da Cerpa, lembrando que há mais de 10 anos a empresa mantém a doação diária de água potável para mais de 150 famílias que vivem no entorno da fábrica, garantindo acesso seguro à água de qualidade.
Ao longo da apresentação, Jutta reforçou a importância de construir soluções amazônicas para desafios globais, destacando a responsabilidade das empresas locais na promoção de uma economia que alie inovação, inclusão e respeito ambiental.
“A Amazônia não precisa apenas ser defendida. Ela precisa ser compreendida. Quando olhamos para a floresta como potência — não como dificuldade — criamos caminhos que unem desenvolvimento econômico, inovação e respeito ao nosso território. Na Cerpa, acreditamos que sustentabilidade não é um slogan, é prática diária, construída há décadas com energia limpa, economia circular e impacto social real. Estar na COP 30 é mostrar que a Amazônia pode, sim, ser protagonista das soluções que fazem a diferença no mundo”, comentou Jutta Seibel.
O encontro ocorreu no Teatro Margarida Schivasappa, reunindo representantes da iniciativa privada, autoridades, acadêmicas e lideranças comunitárias. A participação de Jutta reforçou o protagonismo feminino no setor industrial e evidenciou a relevância de empresas amazônicas em um momento em que o mundo direciona seus olhos para Belém como centro estratégico dos debates climáticos globais.
Para além da troca de experiências, o painel consolidou um espaço de articulação para novos projetos, pesquisas e parcerias que deverão fortalecer a agenda de inovação sustentável no Pará, abrindo caminho para que a indústria amazônica seja, cada vez mais, parte da solução climática internacional.
Fonte: Norimar Muller Comunicação e Marketing






