A palestra “Justiça Climática nas Periferias: Mapa Colaborativo de Impactos e Soluções” abriu o debate sobre como desigualdades ambientais e sociais afetam diretamente os territórios populares da Amazônia, reunindo lideranças comunitárias na Green Zone da COP30, em Belém. No dia 18, as discussões destacaram que enfrentar a crise climática exige reconhecer o papel central das mulheres das periferias nos processos de decisão e nas respostas coletivas.
Foto: DivulgaçãoAs mediações foram conduzidas por Gabrielle Maués, cofundadora da Rede Amazônica de Advogadas Familiaristas (RAAF), conselheira da cooperativa Sicoob Coimppa e da advogada Karla Furtado que evidenciaram iniciativas já em curso em bairros como Águas Lindas, Jurunas e Terra Firme, onde soluções de cuidado, resistência e inovação são, em grande parte, lideradas por mulheres.
O encontro abordou ainda direito à cidade, acesso à justiça e sustentabilidade, reforçando que o mapeamento de impactos e o reconhecimento das soluções construídas pelos moradores são essenciais para políticas públicas eficazes. Entre as convidadas, a Secretária de Estado das Mulheres, Paula Gomes, destacou que a COP30 fortalece a autoestima amazônida e que ocupar espaços estratégicos é fundamental para que as respostas não venham apenas de fora do território.
A síntese do evento foi direta: Uma transição justa e sustentável depende de ouvir plenamente as vozes das periferias, especialmente das mulheres que sustentam a resistência e a transformação cotidiana. O encontro foi realizado pela RAAF, com patrocínio da Cooperativa Sicoob Coimppa.
Fonte: Assessoria/Por Elaine Macedo







