Estudante de Comunicação da Unama escreve: Os Legados da Cop30 para Belém
Trabalho pessoal desenvolvido por Nicole Sofia Nogueira Santana, especial, para este Portal
No ano de 2025, a capital do estado do Pará, Belém, foi o palco de um dos maiores eventos globais dedicados às discussões climáticas: a COP30. A sigla significa Conferência das Partes, reunião anual dos países signatários da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). O encontro tem como objetivo discutir e negociar ações para combater as mudanças climáticas, como a redução das emissões de gases de efeito estufa, tema cada vez mais relevante no cenário mundial.
Belém foi selecionada para sediar a COP30 principalmente por sua posição estratégica como porta de entrada da Amazônia. Essa escolha permitiu que representantes internacionais vissem de perto a realidade da floresta e compreendessem sua importância para o equilíbrio climático. Além disso, a decisão buscou destacar os desafios da região, como o combate ao desmatamento, e reforçar a necessidade de desenvolver soluções climáticas em parceria com as comunidades locais, ao mesmo tempo em que impulsionou melhorias na infraestrutura urbana.
As obras relacionadas à COP30 na Região Metropolitana de Belém ocorreram em diferentes fases, com investimentos iniciados ainda em 2023. Um dos primeiros grandes projetos foi a revitalização do Mercado de São Brás, cuja inauguração parcial ocorreu em setembro de 2024, e a abertura completa ao público em dezembro do mesmo ano. Outro marco importante foi a cessão do antigo aeroporto para a criação do Parque da Cidade, principal estrutura da conferência, concluída em junho de 2023.
Ao todo, 28 obras foram entregues — equivalentes a 75,68% de conclusão geral — abrangendo 60 bairros de Belém, Ananindeua, Marituba e Castanhal. Essas intervenções envolveram governos estadual, federal e municipal, além da iniciativa privada com apoio do poder público.
O maior número de obras concluídas está no segmento de infraestrutura e desenvolvimento urbano. Foram finalizados:
- Reforma do Terminal Portuário de Outeiro
- Reforma do Mercado de São Brás
- Restauro do Complexo dos Mercedários (19 etapa)
- Parque da Cidade
- Porto Futuro II
- Construção do Parque Linear da Doca
- Construção do Parque Linear da Almirante Tamandaré
- Requalificação do Hangar
- Reforma da Base Aérea de Belém
- Modernização do Aeroporto Internacional de Belém
- Museu das Amazônias
Além disso, três hotéis construídos pela iniciativa privada com apoio financeiro de bancos públicos foram entregues: o Hotel Vila Galé Collection Amazônia e o Tivoli Maiorana Jr. Hotel, em Belém, e o Bristol Castanhal Hotel, em Castanhal.
Todas essas obras têm como objetivo melhorar a qualidade de vida dos moradores da região e, principalmente, exaltar a cultura amazônida. O legado da Conferência das Partes não apenas moderniza a infraestrutura de Belém, mas também valorizam profundamente a identidade cultural belenense. Cada projeto reforça o orgulho de um povo cujas raízes expressam a força da Amazônia.
A criação de espaços como o Parque da Cidade, o restauro de patrimônios históricos e a abertura do Museu das Amazônias celebram os saberes, a arte e a memória do povo de Belém, reconhecendo sua importância como guardião vivo da cultura amazônica e como protagonista na preservação ambiental que ganhou destaque mundial durante a COP30.
A capital paraense deixou de ser apenas um ponto no mapa: tornou-se símbolo, palco e protagonista. Pela primeira vez, o mundo inteiro voltou seus olhos para a Amazônia não como um conceito distante, mas como uma realidade viva — e essa realidade tinha nome, cheiro, cor e alma: Belém.
Entre rios e mangueiras, ela se revelou muito mais do que sede de um evento mundial: mostrou sua força, e a riqueza de um povo que carrega a Amazônia no próprio peito.
A COP30 não foi apenas um encontro de líderes — foi um encontro de culturas. Enquanto delegações de diversos países apresentavam suas visões e tradições, a metrópole respondia com sua hospitalidade única, com sua história, com sua arte e com sua identidade que mistura resistência, ancestralidade e modernidade. Cada rua revitalizada, cada espaço reconstruído e cada obra entregue foi um gesto de orgulho, preparando a cidade não só para receber visitantes, mas para mostrar quem ela realmente é. Belém foi prestigiada porque merecia ser, merecia que seus moradores vissem seu território transformado, respeitado e celebrado. Merecia ser vista pelo que sempre foi: um tesouro amazônico, cheio de vida, cultura e esperança.
Por Nicole Sofia Nogueira Santana
Fontes de Referências:
https://www.bbc.com/portuguese/articles/ced6w1ew688o https://www.gov.br/planalto/pt-br/agenda-
internacional/cop30/noticias/governo-federal-e-prefeitura-de-
belem-inauguram-primeira-grande-obra-de-infraestrutura-para-a- cop30?TSPD_101_R0=086f3e6665ab200060Gf7d66cac7b3662a6cGb dc361e6082b05b14fGb63G314f1c1648Gc47c60f6e08f4ae3cG614300
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https://g1.globo.com/google/amp/pa/para/noticia/2025/11/11/bel em-chega-a-cop-com-28-obras-entregues-total-anunciado-foi-de- 37.ghtml






