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Centro Cultural Banco da Amazônia e instituto Tomie Ohtake promovem rodas de conversa com Ailton Krenak e Hiromi Nagakura

Escritor indígena e fotógrafo japonês participam de encontros, em Belém, para falar das viagens que resultaram na exposição “Hiromi Nagakura até a Amazônia com Ailton Krenak”. Programação celebra os 410 anos da capital paraense.

O líder indígena e escritor Ailton Krenak e o premiado fotógrafo japonês Hiromi Nagakura estarão em Belém, de 12 a 14 de janeiro, para participar de rodas de conversa sobre as viagens dos dois pelo território amazônico, na década de 1990. Os encontros serão no Centro Cultural Banco da Amazônia, onde está em cartaz a exposição “Hiromi Nagakura até a Amazônia com Ailton Krenak”, que documenta a jornada.

A programação faz parte da exposição, que é uma realização do Instituto Tomie Ohtake, com patrocínio do Banco da Amazônia, e celebra o aniversário de 410 anos da capital paraense, no dia 12. Também participam dos encontros as lideranças indígenas Isa Tximá Huni Kuin, Maria Alexandrina da Silva Pinhanta (Sãtsi), Maria Salete Caapir Krikati e Marineusa Pryj Krikati.

 A mostra fotográfica “Hiromi Nagakura até a Amazônia com Ailton Krenak” registra viagens de Krenak e Nagakura entre os anos de 1993 e 1998. O acervo reúne 82 fotografias inéditas no Brasil, um retrato do dia a dia de povos indígenas da Amazônia. “Eu e Nagakura andamos por dezenas de aldeias nas cabeceiras dos rios Juruá, Negro e Demini, Tarauacá e Gregório, além de cortar estradas pelo cerrado e regiões de floresta onde a vida continua vibrante como nos primórdios da criação”, afirmou Krenak.

  Membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) e ambientalista, Ailton Krenak é uma das vozes mais influentes do pensamento indígena contemporâneo. É autor dos livros “Ideias para adiar o fim do mundo” (2019), “A vida não é útil” (2020) e “Futuro ancestral” (2022). Atualmente vive às margens do Watu (Rio Doce), no território Krenak, onde segue atuando na defesa da vida, da floresta e das cosmologias originárias.

 Fotógrafo, viajante e cronista visual das relações humanas, Hiromi Nagakura é formado em Direito e se tornou fotojornalista por vocação, atuando na agência Jiji Press antes de iniciar carreira independente. Esteve na África, Ásia, América Latina, Europa e Oceania, retratando povos nômades, comunidades em conflito e modos de vida ameaçados.

Samurai da Câmera, segundo Krenak, Hiromi Nagakura percorreu a floresta amazônica com o olhar sensível de suas lentes. ““Por quase cinco anos, Nagakura visitou comigo as aldeias de nossos amigos. Às vezes a gente fica preocupado de observar a paisagem ao nosso redor mudando, mas seria interessante a gente observar também como a fotografia registra as mudanças que acontecem em nós, nas comunidades, nas nossas sociedades. Para além da paisagem, a fotografia consegue mostrar como o tempo muda a gente e muda a nossa perspectiva também”, disse o escritor indígena.

O Centro Cultural

Localizado no prédio da avenida Presidente Vargas com a rua Carlos Gomes, na praça da República, região central de Belém, o Centro Cultural Banco da Amazônia foi inaugurado em outubro de 2025. Com quatro mil metros quadrados, tem três galerias e o projeto de implantação prevê, ainda, biblioteca, minilab de inteligência artificial, seis salas de oficina, restaurante e café. É o primeiro equipamento cultural da região amazônica vinculado a uma instituição financeira de economia mista do Governo Federal. Com a programação de aniversário, o Banco da Amazônia presta homenagem à cidade que há 83 anos abriga a sede da instituição.

SERVIÇO

Atividades da exposição “Hiromi Nagakura até a Amazônia com Ailton Krenak”.

Dias 12, 13 e 14 e janeiro (segunda a quarta-feira).

Local: Centro Cultural Banco da Amazônia. Avenida Presidente Vargas, 800 — Campina, Belém (PA).

As vagas para as atividades são limitadas e se enceram tão logo atinjam o número disponível para cada uma delas. Inscrições no site do Instituto Tomie Ohtake.

Programação

Segunda-feira (12 de janeiro).

Conversa com Ailton Krenak e Hiromi Nagakura.

Horário: 18 horas.

Terça-feira (13 de janeiro).

Encontro de professores com Ailton Krenak, Marineusa Pryj Krikati e Maria Alexandrina da Silva Pinhanta (Sãtsi).

Horário: 10 horas.

Mesa de debate: O encontro de Ailton Krenak e Hiromi Nagakura com os povos da floresta e do cerrado.

Horário: 18 horas.

Quarta-feira (14 de janeiro).

Oficina A tecelagem do povo Huni Kuin.

Horário: 10 horas e 11h30.

Conversa de Ailton Krenak com Alunos do Ensino Médio de Belém.

Hora: 10h

Oficina Pintura corporal Huni Kuin e Krikati.

Horário: 14 horas e 15h30.

Fonte: Jambo Comunicação
Por Marcela Conde

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guaranyjr

Guarany Jr - Prof. de Graduação e Pós de Marketing, Jornalismo e Propaganda, Jornalista, Comentarista, Consultor, Administrador, Palestrante - Belém - Pará - Brasil.

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