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Paraense Noah Diamantino quebra recordes; leia sobre o sucesso do piloto revelação

No auge do inverno europeu, com temperaturas abaixo de zero, pistas vazias e condições técnicas longe do ideal, Noah Diamantino desembarcou na Itália para um ciclo intenso de treinos

Matéria sobre o piloto paraense, Noah Diamantino, destaca a bravura do garoto de 9 anos.

Frio, silêncio e resistência: a jornada de Noah Diamantino nos treinos de inverno na Itália

Enquanto a maior parte do kartismo europeu se concentrava em competições no sul da Itália, um garoto brasileiro de apenas 9 anos escrevia, em silêncio, uma das páginas mais duras e reveladoras de sua jovem trajetória no automobilismo.

Foto: Divulgação

No auge do inverno europeu, com temperaturas abaixo de zero, pistas vazias e condições técnicas longe do ideal, Noah Diamantino desembarcou na Itália para um ciclo intenso de treinos nos templos do kartismo mundial: Lonato e Cremona. Ao seu lado, uma estrutura simbólica e histórica – a equipe CRG, a mesma que formou Max Verstappen em toda a sua carreira no kartismo, incluindo a presença de um mecânico que trabalhou diretamente com o atual tricampeão mundial da Fórmula 1.

Pistas vazias, frio extremo e equipamento inferior

A ausência de competições em Lonato e Cremona naquele período — devido à realização de campeonatos em La Conca – deixou as pistas praticamente desertas. Para muitos, isso seria um obstáculo. Para Noah, virou cenário de construção.

Sem borracha na pista, sem referências visuais, com baixo grip, motores de teste (mais lentos que os motores de corrida) e configurações deliberadamente inferiores às usadas em competições oficiais, o
desafio era claro: extrair performance do que não ajuda.

No primeiro dia em Lonato, sob temperaturas negativas, Noah foi além. Mesmo sendo piloto da categoria Mini Under 10, assumiu um kart da categoria superior (Mini Ground 3) — mais exigente fisicamente e tecnicamente – e, contra toda a lógica do contexto, quebrou o recorde da pista nessa configuração. Era só o começo.

Nos dias seguintes, o ritmo se manteve. Em determinado momento, com a pista mais emborrachada após treinos de categorias mais potentes, o nível de grip aumentou drasticamente. O resultado foi uma exigência física incomum para um piloto de sua idade: forças intensas, especialmente sobre o pescoço.

A dor apareceu forte. Houve necessidade de medicação. Houve alerta. Mas não houve recuo.

No dia seguinte, Noah voltou cedo para a pista. Medicado, monitorado, mas inteiro em propósito. Treinou. Evoluiu. Continuou.

Cremona: chuva, frio e resistência 

A mudança para Cremona trouxe outro cenário extremo: chuva constante, frio abaixo de 5 °C e dois dias inteiros  de treinos sob condições severas. Mãos e pés dormentes, dificuldade de manter a sensibilidade, desgaste físico acumulado – situações que encerrariam o programa de muitos pilotos. Não encerrou o dele. Foram dias longos, completos, exigentes. Sem atalhos.

O retorno a Lonato e a confirmação:

De volta a Lonato para fechar o ciclo, Noah fez o que grandes atletas fazem quando o corpo já está cansado: entregou mais. Quebrou novamente seu próprio recorde na pista. E depois, quebrou mais uma vez. Em sequência.

Ao final de seis dias consecutivos de treinos, o número impressiona até os mais experientes do paddock: mais de 800 voltas completadas em condições climáticas extremas, com equipamento inferior ao de corrida, sem facilidades, sem concessões.

É um volume raro. Para um piloto de 9 anos, é algo praticamente inédito.

Muito além do tempo de volta

A jornada de Noah Diamantino na Itália não foi sobre troféus, posições ou holofotes. Foi sobre formação. Sobre entender o kart quando ele escapa, quando a pista não ajuda, quando o frio machuca e quando o corpo pede pausa – e a mente aprende a responder.

Em silêncio, longe das arquibancadas cheias, Noah construiu algo que não aparece nas tabelas de tempo, mas que costuma separar pilotos rápidos de pilotos extraordinários: resiliência real, técnica sob adversidade e maturidade precoce.

No kartismo, todos aceleram quando tudo está perfeito. Poucos evoluem quando nada está.

Fonte: Assessoria

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guaranyjr

Guarany Jr - Prof. de Graduação e Pós de Marketing, Jornalismo e Propaganda, Jornalista, Comentarista, Consultor, Administrador, Palestrante - Belém - Pará - Brasil.

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