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Assinatura de Protocolo de Intenções marca novo passo para produção de aluminas especiais e verticalização da cadeia mineral no Pará

A Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) reuniu, nesta quinta-feira (3), em Belém, representantes do setor produtivo e do poder público para avançar na articulação de um projeto voltado à verticalização da cadeia mineral no Pará. O encontro marcou a assinatura do Protocolo de Intenções entre a Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec) e a Alumina Chemical Technology (ACTECH), que prevê a continuidade das tratativas para a possível implantação de uma unidade industrial no Distrito Industrial de Barcarena.

Com uma proposta já estruturada, a ACTECH pretende instalar, em uma área de aproximadamente 50 mil metros quadrados, uma unidade para produção de aluminas especiais de alto valor agregado. A iniciativa representa a possibilidade de ampliar, dentro do Estado, as etapas de transformação de uma cadeia mineral já consolidada em Barcarena.

A assinatura do protocolo formaliza uma nova etapa do projeto, que seguirá para as análises técnicas e administrativas necessárias à avaliação do empreendimento e da área pretendida. O momento reuniu, na sede da FIEPA, representantes da Codec, ACTECH, secretários de Estado, grandes indústrias, sindicatos e Prefeitura de Barcarena, reforçando o papel da Federação na articulação entre os diferentes agentes envolvidos no desenvolvimento industrial paraense.

Durante a cerimônia, o presidente da FIEPA, Alex Carvalho, afirmou que a assinatura representa um passo concreto na busca pela verticalização da produção mineral e destacou que essa transformação exige responsabilidade compartilhada entre poder público e setor produtivo.

“Chegou o dia de celebrarmos uma oportunidade de concretizar o sonho de verticalizar a produção mineral. Hoje, assinamos um ato que representa a mudança, e como tudo na vida carece de um período de maturidade, o tempo de maturação chegou ao Pará, graças a uma série de fatores, e apesar das dificuldades reconhecidas, enalteço as vitórias. Parabéns a todos que se esforçaram para que isso acontecesse. Sem esse esforço coletivo, nada disso seria possível”, declarou o presidente.

Para o conselheiro de Administração e diretor de Estratégia e Relações Institucionais da Codec, Pádua Rodrigues, que representou o presidente da Companhia, Lutfala Bitar, o avanço do projeto está relacionado ao esforço de criar condições para a atração de investimentos e, principalmente, de empreendimentos capazes de verticalizar a produção mineral paraense.

“A ideia aqui é realmente celebrar porque tem sido o nosso grande desafio trazer empresas que venham verticalizar a nossa cadeia produtiva mineral. Desenvolvimento econômico é o grande mote de crescimento de um território. Você não faz com que o território cresça sem desenvolver as suas potencialidades, sem criar condições de infraestrutura, logística, governança pública que atenda à atração de investimentos. Esse é o nosso desafio, juntamente com outras secretarias de Estado.”

O CEO da ACTECH, Mateus Quintela, destacou que a construção do projeto tem sido marcada por um processo gradual de diálogo com as instituições paraenses. De acordo com o executivo, são aproximadamente dois anos de tratativas, período em que cada avanço foi considerado uma etapa importante para a consolidação da proposta.

“Nesse momento, hoje eu chamo de uma maratona. Cada pequena conquista foi respeitosamente agradecida e celebrada. Já são dois anos dessa prova.”

A verticalização da cadeia mineral foi apontada como um dos principais ganhos potenciais do empreendimento. Embora o Pará tenha forte participação na produção mineral brasileira, parte das etapas de transformação e agregação de valor ainda ocorre fora do Estado. A implantação de uma unidade de aluminas especiais em Barcarena poderá ampliar a participação paraense nessas etapas, movimentando fornecedores, serviços especializados e novas oportunidades de negócios.

O presidente do Sindicato da Indústria Mineral do Pará (Simineral), Emerson Rocha, destacou o crescimento da participação do Pará na produção mineral brasileira e defendeu que o avanço do setor seja acompanhado pela ampliação das cadeias produtivas e por critérios de responsabilidade ambiental.

“Não é só um convite, é uma obrigação de todos nós que estamos aqui defendermos essa pauta e dizer que o Pará está pronto para ser o líder de produção nacional da mineração do Brasil, com uma mineração responsável, uma mineração técnica, uma mineração que consegue ampliar a sua cadeia.”

Foto: Divulgação

Fonte: Comunicação Sistema FIEPA

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guaranyjr

Guarany Jr - Prof. de Graduação e Pós de Marketing, Jornalismo e Propaganda, Jornalista, Comentarista, Consultor, Administrador, Palestrante - Belém - Pará - Brasil.

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