Gastróloga da UNAMA (Universidade da Amazônia), fala sobre o Almoço do Círio
A culinária é um dos símbolos que fazem a Amazônia um território multicultural_
No almoço do Círio, pratos como maniçoba, pato no tucupi e tacacá são destaques na mesa dos paraenses. De acordo com Giselle Arouck, gastróloga da UNAMA (Universidade da Amazônia), a culinária é um dos símbolos que fazem a Amazônia um território multicultural. “Seja nas ruas ou durante os almoços em família, os pratos típicos estão presentes na casa dos devotos. Quem vivencia o Círio de Nazaré vai, consequentemente, conhecer os aspectos socioculturais do Pará, que se refletem na gastronomia, música e fé”, afirma a professora de Gastronomia.
Segundo Giselle Arouck, as celebrações à Padroeira da Amazônia estão fortemente vinculadas à igreja católica. Contudo, os traços de sincretismo estão presentes na fusão da culinária, originadas a partir de conhecimentos portugueses e afro-indígenas. “Há diversos momentos em que o sincretismo está presente, principalmente na mesa do Círio. Todos os pratos que vão à mesa possuem influências afro-indígenas e portuguesas”.
Muitos são os percursos que antecedem a Procissão de N. Srª. Nazaré, começando pela Santa Missa, na igreja da Sé; seguindo o traslado e a caminhada de quilômetros dos romeiros até a Berlinda. Para a especialista, todas essas etapas são cruciais para a comemoração e reforçam a importância da ceia do Círio.
“Todos os elementos que compõem o Círio de Nazaré são demonstrações da fé e da cultura alimentar amazônica. Nada mais reconfortante que saborear um almoço regional com a família e convidados, após a maior manifestação de fé do Brasil”, enfatiza.






