Cop30

Juventude amazônida ocupa a COP30: seleção da OEI e Fundação Roberto Marinho reúne 85% de pessoas negras, 10% indígenas e maioria de mulheres para atuação no evento

A Organização de Estados Ibero-americanos (OEI) e a Fundação Roberto Marinho (FRM) promovem a participação de jovens por meio da co.liga, escola digital de economia criativa,durante a COP30. A iniciativa selecionou jovens para integrar ações e atividades no estande da organização durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada em Belém, entre 10 e 21 de novembro.

A lista revela um recorte que, por si só, já traduz uma mensagem: a Amazônia falará ao mundo pela voz de sua própria juventude: diversa, periférica, amazônida, plural e socialmente engajada. Um mosaico de saberes que reflete a multiplicidade da própria região amazônica.

Foto: Divulgação

A equipe selecionada combina múltiplos marcadores sociais e territoriais. São 85% de pessoas negras, 10% indígenas, 70% mulheres e 40% LGBTQIAPN+, além de jovens que, em sua maioria, vivem em contextos de baixa renda e fora do mercado formal de trabalho. Parte vem do ensino médio, mas a maioria está na graduação, distribuída em áreas como comunicação, artes, saúde, ciências naturais, engenharias, psicologia e economia.

A proposta do edital foi concentrar oportunidades em quem, historicamente, teve suas vozes sub-representadas em espaços de poder, decisão e debate global. O resultado é um grupo que carrega, além de diversidade demográfica, experiências profundas de território, identidade cultural, ativismo ambiental, arte periférica, inclusão social e mobilização comunitária.

Biara Santana, universitária, uma das selecionadas pelo Edital co.liga na COP30, ressalta a importância da conexão que essa iniciativa trará para sua vida. “Sou uma mulher negra que ama estar entre as pessoas, aprender e participar de ações que promovem inclusão. Estar aqui, representando a co.liga na COP30, é uma experiência única, difícil de descrever. Tenho certeza de que vai abrir muitas portas, não só profissionalmente, mas também em termos de conhecimento e conexões”, destacou.

Foto: Divulgação

Da mesma forma, o artista e produtor cultural Amãporã Cardoso, 22 anos, indígena Tupinambá, reforça o poder da presença e da narrativa própria em um evento global. “A arte e a comunicação sempre foram ferramentas de luta para o meu povo. Estar na COP30 é reivindicar espaço, memória e voz. É dizer que a gente existe, cria, organiza, movimenta e também constrói soluções. A Amazônia pulsa a partir da diversidade dos que estão nas bordas, e isso precisa estar no centro do diálogo.”

A presença desses jovens no estande da OEI durante a COP30 visa a participação em ações de comunicação, produção cultural, mediação, recepção, criação de conteúdo, articulação social e construção de diálogos com participantes de todo o mundo. Para além da experiência profissional e formativa, a iniciativa projeta uma geração que se recusa a ser narrada por terceiros, e assume a tarefa de narrar, ela mesma, sua história, seus desafios e suas proposições para o futuro.

SERVIÇO:
Pauta: co.liga na COP30 – Juventudes selecionadas pela OEI e FRM
Local: Estande da OEI durante a COP30
Enfoque: Juventude, clima, diversidade, representatividade social da Amazônia
Fonte: Assessoria por Karla Pereira

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guaranyjr

Guarany Jr - Prof. de Graduação e Pós de Marketing, Jornalismo e Propaganda, Jornalista, Comentarista, Consultor, Administrador, Palestrante - Belém - Pará - Brasil.

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