Cirurgia de alta complexidade, para retirada de tumor raro no crânio, é realizada pelo SUS em Belém

No último dia 2 de abril, em Belém, uma mulher de 38 anos passou por uma cirurgia de alta complexidade para retirada de um tumor raro no forame magno, a maior abertura na base do crânio, localizada no centro da fossa posterior do osso occipital. Ela conecta a cavidade craniana ao canal vertebral, permitindo a passagem da medula espinal, artérias, veias e nervos.
De acordo com neurocirurgião Carlos Lobão, responsável pela cirurgia realizada no hospital Ophir Loyola, pelo SUS, a paciente apresentava dor de cabeça e dor na nuca, perda de força e da sensibilidade nos braços e pernas, com quadro de piora progressiva. O diagnóstico foi confirmado por meio de exames de ressonância magnética e tomografia computadorizada.
O médico explica que o tumor foi retirado totalmente com a técnica de microcirurgia aplicada à base do crânio – uma cirurgia de alta precisão e complexidade, que utiliza o microscópio cirúrgico, além de equipamentos e instrumentos delicados para remover lesões em áreas de difícil acesso.
O neurocirurgião destaca que a técnica reduz riscos e oferece uma recuperação bastante efetiva e segura ao paciente. “O tempo de recuperação pós-operatória é de aproximadamente um mês e o paciente precisa manter acompanhamento especializado.”, ressalta.
Porque é necessária a cirurgia
O tumor mais comum no forame magno é o meningioma – inchaço anormal que se forma nas três camadas finas de tecido que recobrem o cérebro e a medula espinhal. Por se apresentar em uma região crítica e extremamente estreita, considerada “zona de passagem” do cérebro à medula espinhal, o tumor precisa ser retirado por meio microcirúrgico na maioria dos casos.
Isso porque o crescimento da lesão, mesmo sendo benigna, pode causar compressão de estruturas vitais e causar problemas sérios, como déficits neurológicos irreversíveis e até a morte se não for tratado adequadamente.
Vale ressaltar que o forame magno abriga estruturas fundamentais para a nossa respiração, batimentos cardíacos e movimentos do corpo. Se não for tratado, os sintomas progridem, com manifestação de fraqueza nos braços e pernas, problemas de equilíbrio e cefaleia crônica severa, além de dificuldade para deglutir e respirar.
Com o diagnóstico preciso, a remoção cirúrgica do tumor acaba sendo a melhor forma de alcançar maior probabilidade de cura ou mesmo controlar o crescimento da lesão.
Fonte: Norte Comunicação
Por Iva Muniz/ Norte Comunicação
Fotos: Divulgação







