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Com tecnologia e prevenção, Mineração Rio do Norte supera 4,1 milhões de horas sem acidentes de trabalho

Produtora de bauxita mostra como inovação, disciplina operacional e cultura preventiva vêm transformando uma das atividades mais desafiadoras do país

A mineração brasileira vem passando por uma mudança silenciosa, porém relevante: operações historicamente associadas à complexidade e altos riscos têm incorporado tecnologia, protocolos rígidos e cultura preventiva como pilares estratégicos. Como reflexo desse movimento, a Mineração Rio do Norte (MRN), localizada no Oeste do Pará, ultrapassou 4,1 milhões de horas sem acidentes reportáveis em 2025. Os resultados da maior produtora de bauxita do país refletem o fortalecimento de processos internos, o uso crescente de tecnologia e aprimoramento contínuo da gestão de saúde e segurança.

Flávio Trioschi, gerente-geral de Segurança no Trabalho da MRN, explica que a gestão da segurança está alinhada aos padrões internacionais, como normas ISO e requisitos da Aluminium Stewardship Initiative (ASI), iniciativa global voltada à sustentabilidade da cadeia do alumínio. “Estamos estruturados em um sistema estratégico de segurança, altamente regulado, que busca evoluir continuamente a partir de indicadores, análises críticas periódicas e planos de ação. Apoiamos no monitoramento e controles dos riscos ocupacionais bem como na disciplina operacional”, afirma Trioschi.

Se, antigamente, a prevenção de ocorrências dependia quase exclusivamente da observação humana, hoje sensores, sistemas digitais e inteligência operacional ampliam a capacidade de prever riscos. Na MRN, operadores de caminhões e equipamentos passam por ferramentas de avaliação antes do início da jornada. O objetivo é verificar condições físicas, aptidão e prontidão adequadas para a atividade.

“Antes de iniciar o trabalho, o empregado usa uma ferramenta de segurança que indica se ele está apto. Se houver condição inadequada, ele é encaminhado ao setor de saúde para avaliação”, explica o gerente técnico de Operação de Mina da MRN, Mário Ferreira. Os números mostram a dimensão desse acompanhamento. Dos 213.797 testes de fadiga realizados em 2025, 53,2% foram no início da jornada e 46,8% ao final do expediente. Mais de 90% dos resultados ficaram dentro dos parâmetros considerados adequados.

Cultura preventiva e participação das equipes

Embora a tecnologia amplie a capacidade de prevenção, a MRN atribui seus resultados ao engajamento de lideranças e equipes no dia a dia da operação. Esse movimento ganhou força na década de 1990, quando os colaboradores da empresa passaram a contribuir diretamente com melhorias nos processos. “Em 1992, iniciamos uma transformação importante, com empregados participando com ideias para melhorar saúde, segurança, meio ambiente e custos”, relembra Willison Marinho, gerente de Manutenção de Máquina de Lavra da MRN.

O período foi decisivo para engajar as equipes e definir responsabilidades. “Houve melhorias notáveis na padronização das atividades e na definição das funções, onde passamos a estimular também uma abordagem mais científica para o registro e análise dos desvios. Isso é fazer segurança de forma plural e colaborativa”, completa Marinho. Desde então, a evolução da segurança na Mineração Rio do Norte é sustentada por uma base técnica, com atuação de profissionais dedicados à coleta de dados, análise de causas e implementação de ações mitigadoras.

Fonte: Assessoria

Por: Ingrid Reis

 

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guaranyjr

Guarany Jr - Prof. de Graduação e Pós de Marketing, Jornalismo e Propaganda, Jornalista, Comentarista, Consultor, Administrador, Palestrante - Belém - Pará - Brasil.

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