Mercado

Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, recebe exposição ‘Jogos Indígenas do Xingu – rituais pela vida ancestral’ de Alexandre Baena

Biblioteca Mário de Andrade (BMA), em São Paulo, recebe exposição itinerante ‘Jogos Indígenas do Xingu – rituais pela vida ancestral’, com telas de Alexandre Baena, fotógrafo, cineasta e documentarista paraense, a exposição fotográfica terá sua abertura no dia 05 de maio de 2026, às 19h, no espaço Tula Pilar Ferreira. O artista que também assina a curadoria, destaca o universo peculiar e ancestral dos povos indígenas do Xingu, através dos jogos esportivos, apresentações culturais e dos rituais de uma linhagem milenar.

A Biblioteca Mário de Andrade (BMA), que receberá a exposição, foi fundada em 1925 em São Paulo, sendo a segunda maior biblioteca pública do Brasil, com sua arquitetura Art Déco de 1942, um legado criativo e moderno, localizado no centro da cidade, combina beleza histórica com um centro cultural vibrante e acervo circulante. Alexandre explica que a exposição permite ao público um momento de conexão com a beleza e a força dos Jogos Indígenas do Xingu, realizados na cidade de Altamira, sudoeste do Estado do Pará.

A escolha do nome ‘Jogos Indígenas do Xingu – rituais pela vida ancestral’, é um projeto inédito que vai além das fronteiras paraense, divulgando e levando as imagens de um evento que cria um elo entre cultura, esporte e turismo. “O projeto foi idealizado em parceria com o Senador Jader Barbalho, um grande incentivador da cultura, do turismo, da economia criativa, de projetos estruturais elevando a riqueza paraense como Patrimônio Cultural do Brasil. É uma grande honra receber essa missão em levar para as cinco regiões do país a grandiosidade dos Jogos Indígenas do Xingu, através de minhas telas”, enfatiza o fotógrafo.

A Região do Médio Xingu no Pará, que tem como centro a cidade de Altamira, território este de latente força ancestral que reuniu durante quatro dias na arena da orla do cais, de 17 a 20 de julho de 2025, às margens do rio Xingu as etnias: Arara, Xipaya, Kuruaya, Asurini, Xikrin do Trincheira Bacajá, Kayapó do Kararaô, Parakanã, Araweté e Juruna, e como povos convidados os Gavião Kyikatejê, Krimei Xikrin (do Rio Cateté) e Kayapó Mebêngôkre (da Terra Indígena Kayapó), em uma potente ritualística ancestral para celebrar a vida dos povos indígenas do Brasil reunindo sua arte, sua música, seus esportes, seus saberes e fazeres, tradições seculares. As modalidades esportivas destacaram a força física, as habilidade individuais e coletivas pautadas pela cultura ancestral. Os representantes de cada etnia participaram de provas de arco e flecha, arremesso de lança, corrida de bastão, cabo de força, tiro ao alvo e corrida livre de 100 metros, nas categorias masculino e feminino, além da canoagem, futebol e natação.

Itinerância  Os projetos de itinerância do fotógrafo Alexandre Baena, em 2026, completam 41 exposições ao redor do Brasil. “Já levamos a Marujada de Bragança, o Festribal de Juruti, o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, o Sairé de Santarém, pelas cinco regiões brasileiras, a exposição Juruti – Terra Munduruku e Muirapinima, foi apresentada na Green Zone, como parte das atividades culturais da 30ª Conferência das Partes, reunião anual das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que aconteceu em Belém do Pará de 10 a 21 de novembro de 2025, a Cop30, com as agremiações Munduruku e Muirapinima. Agora, estamos na estrada novamente, com os Jogos Indígenas do Xingu, e com a continuidade em circuito nacional da exposição do Sairé, e isso é algo maior que o reconhecimento de uma trajetória profissional e artística, pois ainda há muito o que fazer, mas como sempre tenho dito, as pontes que criamos, os abraços que trocamos e a cultura que levamos na linha de frente de cada itinerância é o que mais abre portas para essa jornada incrível, a acolhida sempre com muito carinho na descoberta de particularidades tão fortes de um Brasil continental e que é gigante e que merece ser redescoberto, com uma narrativa própria e em espaços de valorização da arte e da nossa cultura”, destaca o artista.

A exposição ‘Jogos Indígenas do Xingu – rituais pela vida ancestral’, que iniciou sua itinerância em Curitiba no Paraná (Museu de Arte Indígena (MAI), com exibição em Brasília-DF (Senado Federal), agora desembarca em São Paulo (Biblioteca Mário de Andrade (BMA), seguindo na sequência para Pernambuco (Centro Cultural Cais do Sertão), Amazonas (Centro Cultural dos Povos da Amazônia), Belém do Pará (Galeria Fidanza – Museu de Arte Sacra), com finalização no município de Altamira. A exposição tem o patrocínio da Prefeitura de Altamira, Governo do Estado do Pará, através do Banpará, Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Secretaria de Estado de Turismo (Setur), apoio da Federação dos Povos Indígenas do Pará (Fepipa), mandato do Senador Jader Barbalho, com realização MAB Comunicação. A exposição fica até o dia 05 de junho de 2026, na Biblioteca Mário de Andrade (BMA), para visitação pública.

Foto: Alexandre Baena

Fonte: assessoria por Bernadete Barroso

COMPARTILHAR
Mostrar Mais

guaranyjr

Guarany Jr - Prof. de Graduação e Pós de Marketing, Jornalismo e Propaganda, Jornalista, Comentarista, Consultor, Administrador, Palestrante - Belém - Pará - Brasil.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo