Saúde financeira também é questão de bem-estar
Organização do dinheiro pode ajudar a reduzir estresse e ansiedade
Dinheiro faz parte de praticamente todas as decisões da vida cotidiana, mas quando as finanças estão desorganizadas a preocupação pode ultrapassar o orçamento e afetar também o bem-estar emocional. Estresse, dificuldade de concentração, insegurança e conflitos familiares estão entre as consequências que podem acompanhar uma vida financeira desequilibrada. Dados do Banco Central mostram que 49,1% dos brasileiros afirmam que preocupações financeiras são motivo de estresse em casa, enquanto 45,5% dizem que essas preocupações prejudicam a saúde.
A relação entre saúde financeira e saúde mental pode funcionar como um ciclo. A dificuldade para pagar contas ou lidar com dívidas aumenta a preocupação e pode provocar estresse, aumentando a dificuldade para tomar decisões com calma, organizar o orçamento e estabelecer prioridades, fazendo com que o problema financeiro se prolongue. Isso não significa que todo problema financeiro resulte necessariamente em um transtorno de saúde mental. Mas a preocupação constante com dinheiro pode comprometer a qualidade de vida e as relações pessoais. Por isso, cuidar das finanças também pode ser uma forma de ampliar a sensação de segurança e de controle sobre a própria vida.
“Quando não existe um controle das receitas e despesas, a sensação de incerteza aumenta, trazendo insegurança e impactando decisões do dia a dia, a qualidade do sono e até a convivência familiar. O planejamento financeiro ajuda a dar mais previsibilidade para a vida. Com ele, é possível entender para onde o dinheiro está indo, definir prioridades e se preparar para imprevistos. Você pode utilizar a forma que mais se sinta confortável, como uma planilha ou um caderno aplicativo, o importante é anotar e acompanhar. A partir desse diagnóstico, fica mais fácil tomar decisões conscientes”, explica Leticia Pires, assessora de Cooperativismo e Sustentabilidade do Sicredi.
O orçamento pessoal é uma ferramenta que permite visualizar quanto se ganha, quanto se gasta e com que o dinheiro é utilizado e, a partir disso, estabelecer prioridades, separar despesas essenciais das que podem ser adiadas, não assumir compromissos que não cabem no orçamento, renegociar dívidas quando necessário e estabelecer metas possíveis.
“Conhecer a própria realidade financeira é fundamental para fazer escolhas alinhadas aos objetivos de vida. Quando a pessoa sabe exatamente sua situação financeira, consegue se planejar melhor, evitar endividamentos desnecessários e construir uma relação mais equilibrada com o dinheiro. Compartilhar o problema com a família também pode ajudar a chegar a uma solução. A partir de uma conversa aberta e respeitosa sobre orçamento, desafios e objetivos, todos passam a compreender melhor a situação e podem contribuir para encontrar soluções em conjunto, reduzindo conflitos e fortalecendo o planejamento familiar”, afirma a assessora.
Uma ferramenta que pode auxiliar nesse processo é o Índice de Saúde Financeira do Brasileiro (I-SFB), que funciona como um diagnóstico da relação da pessoa com o dinheiro e permite acompanhar a evolução da saúde financeira ao longo do tempo. Entre os temas avaliados estão comportamento e habilidade financeira, segurança e liberdade financeira e a proposta do índice é ajudar a pessoa a identificar vulnerabilidades e perceber quais aspectos precisam ser aprimorados.
“O ISFB é uma ferramenta que permite avaliar a saúde financeira das pessoas de forma simples e prática. Por meio de perguntas sobre comportamento e hábitos financeiros, o índice gera um resultado que ajuda a identificar pontos fortes e oportunidades de melhoria. É um importante instrumento de autoconhecimento, que auxilia na tomada de decisões mais conscientes e no desenvolvimento de hábitos financeiros saudáveis. O diagnóstico pode ser feito gratuitamente e o Sicredi disponibiliza em sua plataforma de educação financeira conteúdos relacionados ao ISFB e outras iniciativas para apoiar as pessoas na construção de uma relação mais consciente e sustentável com o dinheiro”, conclui Leticia.
Para fazer o diagnóstico de saúde financeira e conhecer os cursos gratuitos que o Sicredi oferece para a comunidade, acesse: fundacao.sicredi.com.br/educacaofinanceira/isfb.
Sobre a Sicredi Ouro Verde MT/PA
A Sicredi Ouro Verde MT/PA é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 225 mil associados que exercem o papel de donos do negócio. Com 44 agências, a cooperativa está presente fisicamente nos estados de Mato Grosso e Pará, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.
Nos estados de Mato Grosso, contempla os municípios de Itanhangá, Ipiranga do Norte, Tapurah, Lucas do Rio Verde, Nova Maringá, Nova Mutum, Santa Rita do Trivelato, São José do Rio Claro, Diamantino, Alto Paraguai, Nobres, Rosário Oeste, Acorizal, Jangada e Cuiabá, e no estado do Pará a cooperativa está presente em Ananindeua, Belém, Benevides, Cachoeira do Arari, Castanhal, Colares, Curralinho, Limoeiro do Ajuru, Marituba, Muaná, Ponta de Pedras, Salvaterra, Santa Bárbara do Pará, Santa Izabel do Pará, Santo Antônio do Tauá, São Caetano de Odivelas, São Sebastião da Boa Vista, Soure e Vigia, somando 34 municípios.
Site do Sicredi: Clique aqui
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Fonte: Jambo Comunicação
Por: Marta Brasil






