A Amazônia pelos registros de Burle Marx
Estudantes conhecem exposição imersiva com documentos, fotos e vídeos sobre a expedição de 11 mil quilômetros liderada pelo paisagista, em 1983. Entrada é gratuita, no Centro Cultural Banco da Amazônia
Uma experiência imersiva, que convida o público a vivenciar os desafios de uma jornada pela Amazônia, realizada há mais de 40 anos. Assim é a exposição “Burle Marx – Expedição Amazônia”, que já está aberta à visitação no Centro Cultural Banco da Amazônia, em Belém. A mostra, inédita, traz registros históricos da viagem de 11 mil quilômetros pela região, realizada em 1983 pela equipe liderada pelo artista, arquiteto e um dos maiores paisagistas do século XX: Roberto Burle Marx.
São mais de 200 fotografias em diferentes apresentações, incluindo projeções de slides e uma instalação com dezenas de monóculos. Há também vídeos com depoimentos de participantes da expedição, além de registros botânicos e objetos originais do Sítio Roberto Burle Marx.
A visita empolgou um grupo de 34 alunos do 6º ano do ensino fundamental de uma escola particular da capital paraense, como Ewerton Morais, de 11 anos. “Eu queria ver a Planta da Lua e achei muito legal o sistema dela para florescer porque é igual o Lobisomem: floresce só na lua cheia. Gostei muito de ver as plantas”, contou.
Os estudantes foram recebidos pelo historiador e doutor em História Social Rafael Zamorano, chefe da Divisão Técnica do Sítio Roberto Burle Marx (SRBM-Iphan), que os conduziu pelos diferentes espaços da exposição, na quarta-feira, 23.
“A exposição, por ser multimídia, consegue manter as crianças atentas e isso é muito bom para conseguirmos mostrar a esse público tão jovem o legado do Roberto (Burle Marx). Os jardins, para ele, tinham uma função pedagógica, que também está presente aqui”, explica Zamorano.
“Trazer os alunos para essa aula fora da escola é muito válido para que eles também adquiram a consciência de preservação do que é extremamente importante para a sobrevivência de todos nós. Além disso, essa experiência é continuada, pois consigo trabalhar esse conteúdo em sala de aula”, completa o professor de Geografia Hugo Chagas, que acompanhou a visita, ao lado de outros professores das crianças.
O coordenador do Centro Cultural Banco da Amazônia, Geraldo Monteiro, destaca que o espaço está aberto à visitação, inclusive de grandes grupos, de todas as idades. “Isso é a materialização de um dos nossos pilares, que é a democratização do acesso à cultura. Essa e todas as nossas outras exposições estão abertas a todas as camadas da população, começando pelos mais jovens”, destaca. No caso das visitas em grupo, o Centro orienta que seja feito o agendamento prévio, pelo email [email protected].
Expedição percorreu estados de diferentes regiões
A expedição liderada por Burle Marx partiu do Rio de Janeiro em setembro de 1983 e retornou em 17 de novembro, após cruzar os estados de Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Rondônia, Amazonas, Roraima, Pará e Maranhão.
A equipe coletou cerca de 400 espécies de plantas tropicais, que foram levadas vivas para aclimatização no Sítio Roberto Burle Marx, e fez o registro de mais de 500 slides fotográficos e vídeos em Super 8.
A mostra com os registros reunidos pode ser visitada no Centro Cultural Banco da Amazônia até o dia 17 de janeiro de 2027.
SERVIÇO
Burle Marx – Expedição Amazônia
Período: 23 de setembro de 2026 a 17 de janeiro de 2027
Entrada: gratuita.
Local: Centro Cultural Banco da Amazônia
Endereço: Avenida Presidente Vargas, 800, Campina, Belém
Outras exposições em cartaz
- Povos Amazônicos não morrem, viram semente, de Rafael Prado
- Floresta Encantada, Duo VJ Suave
Entrada gratuita
Horários de visitação – Terça a sexta, das 10h às 16h. Sábado, domingo e feriados, das 10h às 14h.
Fonte: FSB Comunicação
Por: Ana Danin






