Panorama

GPX, referência no Norte, desafia a tradição e a cultura da poupança; escritório projeta R$ 5 bi sob custódia

O escritório, eleito o melhor do Norte, também quer ampliar atuação na região

A caderneta de poupança ainda é, de longe, o investimento mais popular do País, segundo o último Raio X do Investidor, da Anbima. A posição reflete um pouco da resistência do brasileiro a produtos financeiros mais sofisticados — e o desafio daqueles que buscam desmistificar outras categorias de investimentos.

É o caso da GPX Investimentos escritório com sede em Belém (PA), que celebra, em 2026, dez anos de história. Durante essa jornada, uma das marcas da assessoria tem sido justamente levar informação sobre o funcionamento dos produtos financeiros.

“Para isso, exploramos muito a via da educação financeira e demos muitas aulas sobre mercado e investimentos, além de palestras sobre o tema”, explica Pedro Bueno Azevedo, um dos fundadores do escritório. “Entendíamos que, de alguma forma, o cliente nos daria um voto de confiança se entendesse por que investir o recurso conosco seria melhor para ele”, complementa.

Reconhecimento do trabalho

O mercado de assessoria de investimentos ainda está em desenvolvimento no Norte do País, região que concentra atualmente 1,3% do total de profissionais do Brasil. Mesmo assim, a região já produz seus protagonistas.

GPX Investimentos celebra prêmio de melhor escritório da região Norte (crédito: divulgação)
GPX Investimentos celebra prêmio de melhor escritório da região Norte (crédito: divulgação)

“Fomos premiados quatro vezes como a principal operação do Norte do País”, celebra Azevedo, da GPX, ao lembrar das conquistas em 2022, 2023, 2025 e 2026. “Fomos reconhecidos como a operação que mais cresceu na XP e também como destaque em NPS (que mede a qualidade do atendimento ao cliente)”, detalha

Mais uma vez, acrescenta, a atenção com o investimento em educação financeira na região foi determinante para os resultados do escritório, que conta atualmente com 50 profissionais, sendo 25 assessores, e uma filial em Santarém (PA), além da sede em Belém.

Guilherme Benchimol, da XP, (esq.) e Pedro Bueno Azevedo, da GPX Investimentos (Crédito: divulgação)
Guilherme Benchimol, da XP, (esq.) e Pedro Bueno Azevedo, da GPX Investimentos (Crédito: divulgação)

De acordo com Azevedo, muitos dos profissionais que hoje integram o time do escritório foram originalmente alunos ou participantes dos programas de formação promovidos pela empresa na região.

A GPX tem atualmente R$ 2,3 bilhões sob custódia. O escritório atende uma base que supera 2.000 clientes ativos em múltiplos segmentos patrimoniais, variando desde o On Demand (a partir de R$ 300 mil) até as categorias Exclusive, Private (acima de R$ 10 milhões) e Ultra High (patrimônios superiores a R$ 50 milhões).

“A gente tem um plano de três anos, que é basicamente dobrar de tamanho e atingir R$ 5 bilhões até o final de 2029”, diz o sócio da GPX. “Também queremos levar a empresa para outras praças da região, ampliando nossa presença no Norte do país.”

Para alcançar a meta, uma das apostas de Azevedo é o que classifica como a qualidade técnica e ética de sua equipe de assessores e especialistas. A busca por manter rigor na seleção e na condução dos negócios tem assegurado o crescimento orgânico contínuo da operação, destaca.

Raio X da Poupança no Brasil

Fonte: Raio X do Investidor Brasileiro, da Anbima

Em pesquisa espontânea do último Raio X do Investidor, da Anbima, a caderneta de poupança aparece como o produto financeiro mais conhecido, indicado por 17% dos respondentes, seguida pelos títulos privados (14%), pelas ações (10%) e pelos fundos de investimentos (9%).

Do lado dos que conhecem algum investimento, a caderneta de poupança também é a mais conhecida na pesquisa estimulada, sendo apontada por 82% das pessoas.

Quando questionadas sobre quais investimentos utilizam atualmente, uma parcela de 22% das pessoas entrevistadas indica a poupança, com ligeiro recuo frente a 2024.

A caderneta é seguida pelos títulos privados (7%), que cresceram pelo quarto ano consecutivo, e os fundos de investimentos (5%). A fatia mais significativa da população, no entanto, de 59%, afirma não utilizar nenhuma alternativa de investimento.

Fonte:InfoMoney/IM Advisor/Por: Wellington Carvalho

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guaranyjr

Guarany Jr - Prof. de Graduação e Pós de Marketing, Jornalismo e Propaganda, Jornalista, Comentarista, Consultor, Administrador, Palestrante - Belém - Pará - Brasil.

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