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Movimento da Indústria: Alíquota do imposto de importação sobre o vergalhão de aço passa a ser 4%

O governo, por meio do comitê executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), decidiu, na última quarta-feira, 11, reduzir a alíquota do imposto de importação sobre o vergalhão de aço de 10,8% para 4%. A decisão começa a valer a partir desta quinta-feira, 12. O Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Pará (Sinduscon-PA) e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) comemoram a iniciativa, que vai diminuir o impacto do aumento expressivo do custo da construção.

“A CBIC aplaude a decisão que reduziu para 4% a tarifa de importação dos vergalhões. Tal medida é extremamente significativa para reduzir o impacto do aumento expressivo do custo da construção. Hoje a construção civil está inibindo investimentos futuros pela perda da capacidade de compra das famílias. Mas medidas como essa ajudam a regular o mercado. Ganha o país!”, disse o presidente da entidade, José Carlos Martins.

Com isso, a Camex reduziu em 8 pontos percentuais no total a tarifa de importação dos vergalhões de aço CA50 e CA60. Ano passado a redução foi de 12% para 10,8%. Agora a tarifa caiu de 10,8% para 4%. Para Martins, essa iniciativa mostra a sensibilidade do comitê ao tema, com a percepção de que fortalecer o setor significa geração de emprego e renda no País.

Vale ressaltar também que além do aço, outros materiais necessários para uma obra sofrem aumentos na mesma proporção, sendo eles: cimento, cabos elétricos, tubos e conexões de PVC. Para o presidente do Sinduscon Pará, Alex Carvalho, esses “impasses antigos” – que se intensificaram com a chegada da pandemia da Covid-19 no Brasil, impactam diretamente no avanço das obras, inibe novos investimentos e reduz a capacidade de gerar empregos no setor.

“Comemoramos esta medida em nome das empresas que lutam para cumprir os contratos, das pessoas que estão com dificuldade de honrar seus financiamentos imobiliários, principalmente as famílias de baixa renda que ficaram praticamente impedidas de realizar o sonho da casa própria e, por fim, mas não menos importante, em nome das dezenas de milhares de empregos que deixam de ser gerados, como revelou os dados divulgados no último CAGED, um reflexo da alta de preços dos materiais de construção, que gerou um saldo de empregos abaixo do esperado e não representativo para o nosso setor”, comentou o Líder Sindical Patronal.

Fonte: Sinduscon/PA

Por Adriano Cardoso

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Guarany Jr - Prof. de Graduação e Pós de Marketing, Jornalismo e Propaganda, Jornalista, Comentarista, Consultor, Administrador, Palestrante - Belém - Pará - Brasil.

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