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Exposição Cultural no Banco da Amazônia. Vânia Leal será a curadora

Será realizada nesta terça, 14/3, no Espaço Cultural Banco da Amazônia a abertura da exposição “Gravado na Alma” com 60 obras de artistas nacionais e internacionais do acervo do colecionador de arte Eduardo Vasconcelos. A exposição conta com a curadoria de Vânia Leal e foi uma das selecionadas pelo Edital de Pautas para o Espaço Cultural 2023.
Foto: Divulgação
 
Esta mostra foi uma das selecionadas pelo Banco, via Edital de Pautas do Espaço Cultural 2023, lançado anualmente para difundir a cultura regional. Anualmente, o Banco divulga três editais: de Pautas do Espaço Cultural, de Patrocínio e de Chamada Pública Lei de Incentivo à Cultura. As inscrições são voltadas para pessoas jurídicas e físicas de modo gratuito.
Foto: Divulgação
 
Segundo a curadora, Vânia Leal, a exposição “Gravado na alma” é composta por artistas cujos percursos seguem várias técnicas e poéticas. “São vias que possibilitam encontros entre linhas, texturas, arquiteturas, animais e paisagens. É um espaço para dizer: gravura ao infinito do tempo e no tempo. Como um laboratório vivo em constante construção na coleção de Eduardo Vasconcelos”, explica.
 
O professor e colecionador de arte Eduardo Vasconcelos explica que, nos últimos anos, houve uma atenção maior sobre a importância e relevância da gravura no mundo das artes. Desde os primórdios da humanidade, o ato de gravar faz parte da vida do homem, com os arranhões em paredes e pedras, passando pelas incisões em objetos utilitários. Séculos depois, com a criação da escrita cuneiforme, essa ação permanece presente como forma de preservação e de registro de histórias. “Até então, o ato de gravar é bastante amplo, sendo modificado conforme cada cultura. Somente com a criação do papel em 105 d.C. é que o processo foi sendo modificado e novas possibilidades surgiram”, esclarece.
 
Segundo Eduardo, a gravura como se conhece hoje se caracteriza por uma técnica artística na qual há a produção de uma matriz gravada (alto ou baixo relevo) onde é feito o desenho. “A gravura é um processo milenar, artesanal, onde, mesmo havendo uma série de cópias, pode possuir elementos únicos que a tornam mais valorizada, como a intervenção do artista após a impressão ou o número baixo de exemplares”, explica.
 
“Acreditar na produção artística, no quanto ela representa hoje e para gerações futuras, é a força motriz que impulsiona e dinamiza a coleção. Meu afeto pela arte está gravado na alma, assim como as obras de tantos artistas aqui presentes”, destaca Eduardo. “Agradeço ao Banco da Amazônia, que, para além de suas atividades financeiras, exerce papel fundamental no fomento ao cenário artístico e na difusão e apoio à cultura, trazendo ao público obras pertencentes a uma coleção privada”, acrescenta.
 
Ao longo da exposição ocorrerão diversas ações educativas como bate papo com artistas e visitas guiadas para estudantes de escolas públicas, a fim de que adolescentes e jovens tenham contato com a arte. Ao longo da exposição também ocorrerá o lançamento do catálogo, que será distribuído gratuitamente aos visitantes.
 
A exposição segue aberta de segunda a sexta-feira para visitação gratuita até o dia 5 de maio, no horário das 9h às 17h. Também ficará aberta nos domingos do projeto Circular Campina Cidade Velha. O Espaço Cultural do Banco da Amazônia fica na Avenida Presidente Vargas, 800 – Campina, Belém. “Espero que o grande público venha conhecer parte de toda essa produção e as diversas técnicas existentes, e, assim, cada vez mais se aproximar das artes plásticas”, finaliza Eduardo.
 
Desde 2021, a coleção Eduardo Vasconcelos vem abrindo as portas do acervo pessoal ao público paraense por meio de iniciativas como esta do Banco da Amazônia, que viabiliza edital para selecionar projetos artísticos relevantes à região amazônica. Neste percurso, o colecionador já realizou três mostras a partir de editais similares de incentivo à arte e cultura, cujas exposições nasceram do diálogo entre a curadoria e Eduardo.
 
Sempre convidado para participar de encontros, lives e pesquisas sobre arte e colecionismo, o professor e colecionador de arte Eduardo Vasconcelos tem um acervo de mais de 700 obras entre pinturas, esculturas, fotografias, desenhos e objetos. Há um núcleo só de arte paraense. Movido pela lógica de que a arte deve ser compartilhada, ele decidiu abrir a sua reserva técnica às grandes exposições.
 
“Temos uma infinidade de obras com elevada importância artística e cultural e que são vistas somente em uma esfera bem restrita. O papel do colecionador de arte não deve se restringir ao mero acúmulo das obras. Permitir que essas obras circulem e tenham visibilidade, contribui para a difusão da cultura e do próprio mercado, envolvendo todos os elos dessa cadeia. Há um papel social e político importante nisso tudo, principalmente na construção de novos olhares para a arte”, diz Eduardo.
 
Serviço: Exposição de gravuras “Gravado na Alma”, com obras da Coleção Eduardo Vasconcelos.
 
Local:* Espaço Cultural do Banco da Amazônia fica na Avenida Presidente Vargas, 800 – Campina, Belém
 
Data: 14/03 (vernissage) 15/03 a 05/05 (visitação gratuita do público).
 
Hora: vernissage às 19h; visitação gratuita do público de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.
 
Instagram: @bancodamazonia / @colecaoeduardovasconcelos.
Fonte: Ascom/Banco da Amazôni
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guaranyjr

Guarany Jr - Prof. de Graduação e Pós de Marketing, Jornalismo e Propaganda, Jornalista, Comentarista, Consultor, Administrador, Palestrante - Belém - Pará - Brasil.

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