Estação Cultural de Icoaraci: Atração turística e comercial
Inaugurada no dia 14 de agosto pelo Governo do Pará, a Estação Cultural de Icoaraci, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), têm sido um novo espaço de práticas culturais no distrito. Unindo exposições, culinária e artesanato, o ambiente se destaca com uma nova forma de ocupação, sendo bem recebido pelos visitantes e surpreendendo positivamente os pequenos empreendedores.
A Estação cultural já movimentou mais de R$ 7 mil reais no cenário da economia solidária. Sendo os finais de semana os que mais arrecadam, com a abertura da feirinha às sextas, sábados e domingos. Para Stefani Henrique, diretor de Economia Criativa da Secult e responsável pela Estação, os números superam as expectativas.
Estamos formando público para a Estação e os números são expressivos. Por isso, consideramos muito positivo o resultado da comercialização das barracas, sobretudo neste período em que as pessoas ainda estão começando a retomar suas atividades fora de casa”, aponta o diretor.

As empreendedoras comemoram o funcionamento e a presença do público no local. Dona da barraca Iatam de chocolates de origem paraense e comidas típicas, Frennytam Mota comenta sobre a visibilidade do espaço.
“Acredito que o local ainda vai crescer muito mais, até porque Icoaraci tem uma diversidade cultural muito grande e esse é um ponto de referência. As pessoas ligam, encomendam e trazem outros convidados. Vemos um público bastante diverso e eu estou bem feliz com tudo isso”, comenta.
No corredor da Estação, há iniciativas inovadoras e algumas se destacam visualmente, outras pelo sabor e ainda pela preservação do meio ambiente. A barraca Latam tem exatamente esse propósito. A escolha de fornecedores sustentáveis foi a principal maneira de reduzir o lixo e ainda chamar a atenção de quem passa por lá: as comidas são servidas em cumbucas comestíveis, feitas da fibra do babaçu.
A ideia surgiu justamente para reduzir os resíduos. Como não obteve os recursos para produzir de forma independente, Frennytam Mota conta como chegou a um fornecedor que tinha exatamente a proposta que ela queria.

as cumbucas, de fibras naturais, que são comestíveis e podem servir pratos típicos. Foto Mário Quadros Secult
“As cuias são comestíveis, mas como ainda não temos toda a estrutura para fazer, eu comecei a pesquisar materiais que fossem biodegradáveis e que pudessem chegar até meu estabelecimento. A gente utiliza matérias-primas que têm essa inovação, com elementos biodegradáveis que podem ser agregados”, detalha.
Nas cumbucas são servidos diversos pratos típicos, como vatapá, maniçoba e caldos. O sabor é neutro, por isso não influencia no gosto da comida. Após a refeição, o cliente pode simplesmente comer o recipiente feito da fibra.
“As pessoas acham muito interessante, querem provar e algumas gostam muito”, conta Frennytam com entusiasmo. E caso o cliente não queira provar, o material pode ser facilmente descartado na água, onde se desfaz assim que entra em imersão.
A sustentabilidade também está presente nos chocolates. Quem vai à Estação cultural pode não perceber, mas ao comprar um chocolate no local está escolhendo uma embalagem que se decompõe em apenas três meses.
“Enquanto o celofane demora 150 anos para se decompor, esse outro material leva três meses, então a diferença é muito grande”, explica Mota.
Fonte: Agência Pará
Texto: Gabriel Marques/SECULT






