Cultura

Economia Criativa: Leia o que diz a professora Maria Alice de Faria Nogueira

Este portal, tem o privilégio de entrevistar a Doutora e professora Maria Alice de Faria Nogueira, com um currículo exemplar e profissionalismo destacado.
Leia a entrevista na íntegra.

Nome completo: Maria Alice de Faria Nogueira

Formação: Propaganda e Publicidade e Jornalismo na PUC-Rio; MBA em Management na FGV-RJ; Mestrado em Comunicação Social, na PUC-Rio; Doutorado em História, Politica e Bens Culturais, na FGV-RJ;
Professora na UNESA, há 20 anos, Gestora Nacional de Cursos, na Área da Economia Criativa, curso de Produção Fonográfica, na YDUQS

1 – Como está convivendo com a pandemia?
R- Isolada, em casa, com minha família (marido e filha adolescente) trabalhando, dando aulas online, reunindo com os grupos de pesquisa que faço parte, dividindo os serviços de casa como, cozinhar e lavar roupa.

2 – Como está a relação com as pessoas da família?
R- Bem, me sinto privilegiada. Estamos bem e com saúde.

3- E as relações de mercado?
R – Tenho consumido muito menos.
Por outro lado, eu que só comprava livro online, já comprei roupa para minha filha e acabei, nesse instante, de receber uma blusa que comprei online, mas de uma marca conhecida. Foi a 1ª vez que comprei roupa online, deu certo. Aliás, muita gente começou ou intensificou seu consumo online, mais uma oportunidade para a galera do design e da comunicação (e o povo de Dados, algoritmos, marketing digital)

4- Aposta que, até quando, vamos ter a pandemia presente?
R- Pergunta do 1 milhão de dólares. Aqui no município se RJ ja estava melhorando quando o governo resolveu começar a flexibilização e a população foi às ruas.
Resumo: a contaminação voltou a crescer…. Podendo, pessoal, #fiquememcasa !!!
Por isso, acho que, ainda, demora para voltarmos com tudo. Por enquanto, no caso da minha família, seguimos em casa. Mais uma vez, nesse sentido somos privilegiados. Nosso trabalho permite ficarmos por aqui e minha filha esta estudando online também.

5 – Qual a sua percepção sobre o mercado atual?
R-Como digo em sala de aula, todo e qualquer episódio que acontece no mundo, vai ser péssimo para alguns e bons para a outros. A pandemia foi, e tem sido horrível, para uma série de negócios, em especial para o segmento da Hospitalidade (turismo, aviação, restaurantes, agencias de viagem…), assim como para o varejo. Mas para a indústria de Games, por exemplo, mídia, conteúdos audiovisuais, educação híbrida e até produtos para entretenimento adulto, esses negócios estão com tudo.

6- Qual a sua percepção sobre o mercado futuro?
R – Tudo o que tenho lido a propósito da vida pós covid-19 se refere a uma humanidade mais insegura, com muitos medos em relação à saúde, vivendo numa uma “cultura da higienização”, até pelo menos a vacina chegar. A economia de baixo contato vai dominar a cena até a vacina chegar, alterando relações pessoais, comerciais, trabalho e de lazer. É como já disse Paul Valéry: “o futuro não é mais como costumava ser”.

7 – E a Economia Criativa vai ascender mais ainda?
R – Como comentei ontem em nossa live do QuarAntenados, a Economia Criativa tem crescido a despeito da crise sócio-politica-econômica que o país vive. Nesse momento, cuja a busca por conteúdo (de entretenimento, de educação, comercial, de trabalho) tem crescido, acredito que especialmente nossa área – de Publicidade e de Jornalismo – está à frente e em vantagem diante de outras áreas da economia criativa.

8- O capital humano, no Brasil, está preparado para a Economia Criativa?
R- Acho que sim. O brasileiro tem criatividade no sangue. Sabendo usar, não vai faltar.

9- Na economia criativa o que vai prevalecer ? Quem vai crescer ? Qual a relação no nosso PIB?
R – Segundo a FIRJAN, 4 áreas constituem a Economia Criativa: consumo (arquitetura design, moda, propaganda e publicidade); mídia (audiovisual e editorial – jornalística ) , cultura (patrimônio, hospitalidade, gastronomia) e tecnologia.
Acho que a que menos cresce de todas é hospitalidade. Mas depois da vacina, volta tudo ao normal, espero.
Um normal diferente, como disse acima, mas “normal.”

10- Eleja 4 recomendações!
R-
1) para pessoas, em geral, podendo fiquem em casa! E se precisarem sair, o façam com máscara e álcool gel.
2) para as empresas, achem seu propósito e de maneira legítima compartilhem com seus clientes e stakeholders.
Achem seu espaço para contribuir com a vida das pessoas de maneira oportuna e não oportunista.

3) Para os consumidores, busquem por empresas que estejam contribuindo de forma legítima para a qualidade de vida e a saúde das pessoas; escolha marcas que tenham assumido causas que pessoalmente te interessam. Essa é uma maneira, mesmo que indireta, de fazer o bem também.

4) Para os estudantes ninjas da Liga da Comunicação: não parem de estudar.
A sobrevivência no mercado depende de atualização constante. Não estou falando só de fazer faculdade, o que é muito importante, claro, de estar atento ao mundo lá fora, culturalmente ativo, porque o sucesso em Propaganda e Publicidade e em Jornalismo depende disso: desse olhar amplo do mundo.

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guaranyjr

Guarany Jr - Prof. de Graduação e Pós de Marketing, Jornalismo e Propaganda, Jornalista, Comentarista, Consultor, Administrador, Palestrante - Belém - Pará - Brasil.

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