Advogada, Fernanda Rodrigues, orienta sobre Marketing Jurídico Digital
Fernanda Rodrigues, 26 anos, há 3 anos atuando como advogada autônoma, especialista em direito de família e atualmente começou a produzir conteúdo sobre marketing jurídico digital, no Instagram, em seu perfil @fernandarodriguesadv.
Fernanda pretende ajudar os profissionais que ainda não se posicionam nas redes sociais e que ainda não entenderam que são uma marca. Fernanda tem como lema “a primeira impressão é que fica” e “você é autora da sua história”.
1) O que é marketing jurídico?
R- Inicialmente, é importante frisar que sociedade mudou, a internet também e, a forma como nos comunicamos nem se fale, nessa senda, percebe-se que a forma como fazemos negócio não é mais a mesma. E é claro que essas mudanças chegaram à advocacia. Diante disso, o Marketing jurídico nada mais é que a técnica que vem sendo utilizada para fortalecer a imagem de advogados no meio digital sem ferir o Código de Ética e Disciplina da OAB. O método é bastante utilizado para conquistar novos cliente, se tornar autoridade na
sua área e consequentemente se destacar frente à concorrência. A prática do marketing jurídico precede de planejamento e estratégia. Para que os resultados sejam mais efetivos, as ações devem estar alinhadas aos objetivos tanto do escritório quanto do advogado autônomo.
2) O marketing na advocacia é permitido?
R- Segundo o Código de Ética da OAB, é permitido ao Advogado fazer a publicidade dos seus
serviços através do compartilhamento de informações jurídicas de caráter informatico, zelando pela sobriedade e valores morais da profissão do Advogado. Ou seja, o marketing na advocacia é permitido! Mas vale ressaltar: Tenha Cuidado! Advogados não podem fazer publicações na internet informando honorários, oferecer serviços por meio de e-mail, bem como fazer ofertas de serviços de maneira direta como: Contrate agora, Ligue já, etc. Com todas estas restrições, então, como o advogado pode divulgar seus serviços por meio do marketing jurídico? É muito simples! Grande parte das sanções da OAB se referem a “venda de serviços”, por isso o advogado pode investir em marketing de conteúdo.
3) Porque é importante investir em marketing na advocacia?
R – Tenho batido na tecla, ultimamente, que todos somos uma marca, conscientes disso ou não, e como tal emitimos sinais e comunicamos o tempo inteiro. O mundo é digital! Hoje se você não possui informações sobre o seu negócio nas redes, é como se ele não existisse. E diante disso, fica o questionamento: Porque na Advocacia seria diferente? O marketing abre diversas portas. E com isso você pode usar a sua imagem a seu favor. É claro que não é simplesmente colocar informações aleatórias nas redes. Você precisa de uma plano
estratégico, analisar seu público alvo, delimitar sua área de atuação, seu arquétipo e até mesmo as cores que você utilizará. Afinal, tudo comunica!
4) Como fazer Marketing Jurídico Digital? E por onde começar?
R – Antes de partir para a ação, é essencial traçar os objetivos do seu marketing jurídico, por isso, é de extrema importância a realização de um plano estratégico. Nele você, em suma, deverá escolher seu público alvo, qual canal utilizará (Facebook, Instagram, Youtube ou Site) e também delimitar sua área de atuação. Por exemplo, se você for criar uma página no Instagram, sobre Direito de família – terá que
delimitar seu Público alvo. Para melhor compreensão, vou te dar um exemplo de como delimitar seu público – Mulheres, entre 24-34 anos, mães solos, usam redes sociais com bastante frequência, tem em média dois filhos, classe média baixa e não possuem rede de apoio.
Perceba que quanto mais você souber do seu público alvo, mais você saberá como irá se comunicar com ele. Seja pela escrita, linguagem facial e até mesmo pelo arquétipo que utilizará para chegar até ele. Lembre-se, a partir do momento que você criar sua página, ela será sua vitrine. Nunca esqueça que sua imagem comunica e que a primeira impressão é a que fica.
5) Você acha que o advogado tem que ter um perfil pessoal e outro profissional no Instagram?
R – Acredito que não exista uma resposta correta para essa pergunta. Existe o que melhor se enquadra na realidade do produtor de conteúdo. Mas, como já mencionei, pessoas se conectam com pessoas, então não vejo problema em ter um único perfil e nele você mostre sua vida
pessoal (sua marca) e seu negócio.
6) Quais dicas você daria para quem quer começar a produzir conteúdo?
Acredito que a primeira dica é, comece o quanto antes. Não espere está preparado. Comece com o que você tem e busque pessoas que você se inspira para lhe auxiliar nesse início. Mas agora falando do mundo jurídico, acredito que não utilizar o famoso “juridiquês”, é de extrema importância, porque é preciso ter uma linguagem acessível e de simples compreensão no mundo digital. Além disso, é importante construir uma boa relação com sua audiência, grave stories, mostre seu dia a dia – pessoas se conectam com pessoas. Mostre a realidade. Todos estamos cansados daqueles perfis perfeitos. De perfis que vivem como a vida fosse perfeita. Lembre-se a primeira impressão é a que fica, por isso, antes de começar a produção de conteúdo, arrume a casa, o que quero te dizer com isso é: tenha uma Biografia no Instagram (se esse for
a rede social que você for produzir), com uma foto nítida e que mostre seu rosto, sua profissão, o que você pretende fazer, por exemplo: ajudo a jovem advocacia a produzir conteúdo jurídico digital, descomplico o direito de família ou ajudo você a entender o direito previdenciário e
assim conseguir o melhor benefício.
E por último e não menos importante, tenha paciência! O resultado ele chega, mas precisamos de constância e disciplina.
Fonte: Assessoria de Comunicação/Advogada Fernanda Rodrigues







