Social

Check-up neurológico: Procedimento pode prevenir e diagnosticar doenças silenciosas

Realizar check-up anualmente é a indicação dos especialistas, mas é bom destacar que, em muitos casos, verificar a saúde do cérebro também deve constar na bateria de exames. Isso porque, quando a pessoa tem um familiar de primeiro grau com alguma doença neurológica ou a própria pessoa tenha passado por condições adversas que possam desencadear alguma desordem neurológica, é fundamental que ela procure orientação médica.

É por meio de uma conversa, chamada anamnese, que o especialista coletará a história clínica detalhada do paciente. “Através dessa conversa, conseguimos identificar se há algum risco e direcionar quais exames são necessários, individualizando cada paciente.”, explica o neurocirurgião Thiago Brandão, especialista em neurorradiologia intervencionista.

Segundo ele, se o paciente apresentar histórico familiar de doenças como Parkinson e Alzheimer, é indicado fazer o rastreamento por meio de testes genéticos. Se for um paciente com aterosclerose, é imprescindível realizar  exame para avaliar sinais de obstrução do fluxo sanguíneo que possam acarretar algum evento vascular cerebral no futuro, como o AVC.

No caso de um parente de primeiro grau que apresente ou tenha apresentado aneurisma cerebral, é fundamental que o familiar passe por uma avaliação, mesmo que não esteja sentindo nada. Por meio de exames específicos de imagem, como a angiotomografia ou angiorressonância, é possível o médico verificar a situação das veias e artérias do paciente.

Esse foi o caso do engenheiro mecânico Newton Santos, de 49 anos. Ele sempre levou uma vida saudável e jamais havia sentido qualquer sintoma que pudesse indicar algum problema neurológico.  Até que, em 2019, perdeu a mãe, vitimada por um AVC. Este ano, outro familiar apresentou problema similar. Resolveu, então, buscar orientação de um especialista.

Depois de passar por uma angioressonância cerebral por prevenção, foi diagnosticado com dois aneurismas de tamanho relevante na artéria carótida, responsável por levar o sangue ao cérebro. “Isso me tornava um forte candidato a um AVC, seguido de morte súbita, sem que nunca tivesse sentido qualquer sintoma.”, ressalta.

Newton precisou se submeter a uma cirurgia para a implantação de um stent na carótida. Com menos de um mês do procedimento, o engenheiro sente-se muito bem e agradece por ter descoberto o problema com antecedência.

“Me sinto um homem de sorte por ter tido a oportunidade de identificar precocemente um aneurisma com elevado grau de risco. Em minha opinião, consultar-se com um especialista para, no mínimo, se informar sobre o tema, é o básico. A partir daí, a pessoa será orientada sobre melhores hábitos, atitudes ou a melhor forma de monitorar um eventual risco.”, ressalta.

O neurocirurgião Thiago Brandão ressalta que não existe uma idade estipulada para iniciar o check-up do cérebro, pois depende do histórico de cada pessoa. Porém, de uma forma geral, é indicado passar por avaliação a partir dos 50 anos. “É quando alguns sintomas, como perda de memória e dor de cabeça, costumam ser mais frequentes, além do aparecimento de doenças crônicas, como hipertensão arterial e diabetes.”, explica.

A professora Araceli Lemos, 65, também se considera uma pessoa de sorte por ter descoberto dois aneurismas de forma precoce. Depois de se recuperar da covid-19, foi orientada a fazer um check-up para avaliação de seu estado de saúde geral. Foi quando os exames detectaram os aneurismas. Passou por duas cirurgias no ano passado e, hoje, comemora o resultado.

“Eu tive muita sorte! E as cirurgias foram um sucesso! Não fiquei com nenhuma sequela. Me sinto bem. Fiz o monitoramento recentemente e o médico me disse que estou curada!”, comemora. E destaca a importância de fazer o check-up do cérebro como prevenção.

“Há um senso comum que diz ‘quem procura, acha’ e muitos não vão ao médico por conta desse pensamento. Preferem descobrir uma doença quando não há mais jeito! É necessário procurar o médico, fazer os exames. A ciência evoluiu muito. Hoje, você pode fazer os mais difíceis tratamentos como forma de garantir a cura de muitas doenças.”, aconselha.

O corpo dá sinais. Fique atento (a)!

Sintomas como dores de cabeça e tonturas, principalmente se forem intensas e frequentes, não podem ser ignorados. Assim como os sintomas que podem estar relacionados a desordens neurológicas, como dormência, convulsões, tremor, vertigem, perda de visão, fraqueza, sonolência ou insônia e a perda de memória de acontecimentos recentes.

Fonte: Norte Comunicação

Por Iva Muniz 

 

COMPARTILHAR
Mostrar Mais

guaranyjr

Guarany Jr - Prof. de Graduação e Pós de Marketing, Jornalismo e Propaganda, Jornalista, Comentarista, Consultor, Administrador, Palestrante - Belém - Pará - Brasil.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo