Parto humanizado cresce no Brasil
Modelo de assistência valoriza protagonismo da mulher, vínculo com o bebê e ambiente acolhedor para a chegada do novo membro da família. Abordagem é prioridade no Hospital Layr Maia, em Belém
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), oferecer um cuidado centrado na mulher é o primeiro passo para garantir uma experiência positiva durante o trabalho de parto. Nos espaços de saúde, é recomendada uma assistência que leve em conta, além dos aspectos clínicos, o estado emocional e psicológico da gestante.
Ainda de acordo com a OMS, estima-se que cerca de 40 mil partos humanizados sejam realizados anualmente no Brasil. A prática tem conquistado cada vez mais espaço entre pacientes e profissionais da saúde.
Para a ginecologista e obstetra da Hapvida, Mayra Oliveira, o parto humanizado não se refere a um tipo específico de parto – podendo ser cesáreo ou vaginal –, mas sim a uma filosofia de atendimento. “Buscamos promover um ambiente seguro e acolhedor para a chegada do bebê, com o mínimo de intervenções e mais participação ativa da gestante”, afirma.
Entre os benefícios dessa abordagem, estão a diminuição do estresse e da ansiedade materna, o fortalecimento do vínculo entre mãe e filho, o estímulo ao contato pele a pele e à amamentação precoce, além da redução do risco de complicações. “O parto humanizado pode ser realizado desde que haja uma equipe preparada e um acompanhamento adequado para garantir a segurança de mãe e bebê”, reforça Mayra.
Em Belém, o Hospital Materno-Infantil Layr Maia, inaugurado mês passado, é especializado no cuidado materno-infantil. “A prática de parto humanizado inicia desde o pré-natal e se estende por toda a gestação, com roda de gestantes quinzenais para acolhimento e orientações, garantindo acesso à informação e segurança durante toda a jornada. Já na maternidade, como orienta o Ministério da Saúde, pautamos o protagonismo materno até a chegada do bebê. Oferecemos um ambiente acolhedor, com iluminação e ambientação adequadas, além de serviços como aromaterapia, pintura da barriga e exercícios físicos acompanhados, sempre respeitando a parturiente”, explica o diretor médico e pediatra do Hospital Layr Maia, Vandrey Figueiredo.
Com base em evidências científicas e no respeito aos direitos da gestante, o parto humanizado tem se consolidado uma alternativa cada vez mais buscada no Brasil. Esse modelo, que prioriza a fisiologia do parto e o bem-estar da mulher, vai além da técnica médica, propondo uma abordagem mais acolhedora e respeitosa no momento do nascimento. “Isso coloca a mulher no centro do processo. Nosso compromisso é garantir que ela se sinta respeitada, acolhida e segura, pois traz um impacto direto na saúde da mãe e do bebê, e reflete os avanços que queremos ver na medicina baseada em evidências e humanização”, destaca o médico.
Para Vitória Mulatinho, optar por essa abordagem foi uma das melhores decisões de sua vida. “Fui muito acolhida por toda a equipe da Hapvida. Minha filha nasceu feliz e saudável. Os profissionais foram sempre atenciosos e reforçaram, o tempo todo, a importância do parto humanizado. Todos os exames de toque foram realizados com respeito, sem que eu precisasse mencionar o plano de parto”, relatou.
Saúde materno-infantil
Com uma média de cinco mil partos ao mês, a Hapvida tem ultrapassado a meta estabelecida pela própria empresa de realizar 30% de partos naturais na rede própria, que conta com 50 maternidades pelo Brasil. Em algumas cidades, esse índice chega a quase 37%, bem acima da média da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), que é de 24,6% na rede privada.
Com estrutura moderna e atendimento centrado na paciente, o Hospital Layr Maia é hoje um marco na assistência materno-infantil em Belém e na Região Norte. A unidade conta com 85 leitos, UTI neonatal e pediátrica, pronto atendimento 24h, salas específicas para parto humanizado e equipe especializada em Pediatria, Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia.
Fonte: NM Comunicação






