Wagner Moura ganha Globo de Ouro como melhor ator em O Agente Secreto
Com transmissão, ao vivo, pela TV Globo, o Brasil assistiu a mais uma conquista no cinema mundial. Wagner Moura conquista o Globo de Ouro como melhor ator em O Agente Secreto de Kleber Mendonça Filho.
Wagner Moura venceu o prêmio de melhor ator em filme de drama no Globo de Ouro 2026, na cerimônia deste domingo (11). No discurso, o brasileiro agradeceu especialmente ao diretor Kléber Mendonça Filho e falou sobre a mensagem de “O Agente Secreto”.
Escrito e dirigido por Kleber Mendonça Filho, O Agente Secreto conta a história de Marcelo, interpretado por Moura, um homem que retorna a Recife em busca do filho e para fugir de um passado misterioso. O filme é todo ambientado nos anos 70, durante a ditadura militar.
E esse é um dos períodos da história do Brasil que o diretor espera que a juventude conheça ainda mais.
“Eu saí de uma sessão do filme Ainda Estou Aqui, no Recife, e na minha frente saíram duas meninas muito jovens que falaram uma para outra que não sabiam que o regime militar tinha sido tão ruim daquele jeito. Então, eu acho que são pequenas informações, pequenos sentimentos, que um filme, principalmente um filme brasileiro, pode trazer sobre o nosso país”, afirmou.
O Agente Secreto começa com um retorno ao passado, uma busca por memórias e entendimentos. Mostra não somente o retorno de Marcelo para sua família e sua casa, como também apresenta um momento histórico do país que, segundo o diretor, sempre se tenta apagar, mas que continua a provocar traumas e violências constantes.
“O Brasil é um país que tem algumas questões com memória, é um país que tende a esquecer de muita coisa. Eu acho que o cinema é um instrumento muito bom, porque ele é um bom filme, prende a sua atenção, te diverte e te mantém entretido, mas ele também pode ter uma carga de informação de verdade sobre o lugar onde a gente mora”.
Para o intérprete de Marcelo, a busca por essas memórias é uma característica não somente de O Agente Secreto, mas do cinema nacional, como um todo.
“A memória é importante, porque se a gente não tivesse, por exemplo, a Lei da Anistia, que foi uma lei que apagou a memória do Brasil, a gente não teria tido o presidente que a gente teve, esse que foi condenado [Jair Bolsonaro]. A memória é uma coisa importante e não só para a cultura e o cinema, mas o jornalismo, a universidade, a sociedade como um todo, têm a função de preservar a nossa memória para que cresçamos como país”, completou o ator.
Da Redação
Com informações da Agência Brasil






