Mercado

CoopTalk debate como o posicionamento de marca se tornou decisivo para o cooperativismo no mercado

Em um mercado onde a escolha do consumidor vai além do preço, o posicionamento de marca se tornou decisivo também para o cooperativismo. Esse foi o tema central do Encontro CoopTalk, realizado no segundo dia da FENCOOP 2026, que reuniu especialistas e representantes de cooperativas para discutir como o segmento constrói valor a partir da forma como se apresentam ao público.
Para o publicitário Diego Paes, assessor de comunicação e marketing da Sicredi Ouro Verde em Belém, a disputa entre marcas já não acontece apenas no preço.
Tanto negócios cooperativistas como não cooperativistas já entraram em consenso de que o que importa é a conexão com o consumidor final. No mercado cada vez mais competitivo, as pessoas encontram sentido e propósito nesse ato de consumo. Muitas vezes a briga não é por preço, é pelo significado que aquele ato de consumir um produto ou serviço agrega.
Na visão dele, o cooperativismo já parte de uma vantagem importante nesse cenário, justamente por carregar no próprio modelo um impacto direto nas comunidades onde atua.
“Quando a gente faz um negócio cooperativista, a gente tem uma grande vantagem. Ele desenvolve a economia local. É um modelo pensado para a vida das pessoas, para famílias que se unem para desenvolver economicamente a região, gerando emprego e renda. E isso tudo precisa ser comunicado”.
“Construir memórias, construir conexão emocional com marcas cooperativistas já é metade do caminho. Porque tem muito propósito, muito sonho, muito desenvolvimento local envolvido”, completou.
Ao longo do CoopTalk, a lógica do posicionamento de marca apareceu como um fio condutor das discussões, reforçando a importância das cooperativas saberem traduzir o que já fazem no dia a dia em comunicação estratégica.
“O consumidor sempre vai buscar aquilo que diferencia as marcas. O posicionamento constrói experiência, memória e percepção de valor”, pontuou.
O debate também trouxe um exemplo prático do setor produtivo, com o diretor comercial da cooperativa de Suinocultores de Ponte Nova -MG, Rodrigo Torres, mostrando como esse posicionamento já impacta diretamente a forma de produzir e vender.
No segmento de carnes premium, por exemplo, a estratégia tem sido agregar valor com certificações, bem-estar animal, sustentabilidade e cortes voltados para novos perfis de consumo.
“Estamos nos posicionando no mercado premium, com produção consciente. Trabalhamos com cortes diferenciados, certificações e práticas sustentáveis, como a neutralização de carbono. Tudo isso para entregar um produto que vai além da carne: um produto com responsabilidade ambiental e valor agregado”, destacou Torres.
Fonte: Sistema OCB/PA
Por: Marciélen Souto
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guaranyjr

Guarany Jr - Prof. de Graduação e Pós de Marketing, Jornalismo e Propaganda, Jornalista, Comentarista, Consultor, Administrador, Palestrante - Belém - Pará - Brasil.

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