Restaurante Popular faz um mês com 30 mil refeições servidas
O Restaurante Popular de Belém completa um mês hoje garantindo dignidade e segurança alimentar com 30 mil refeições servidas: são mil pratos de comida por dia. O cardápio é formulado por nutricionistas e preparado por chefes e ajudantes de cozinha.

Há um mês o aposentado Afonso Soares de Oliveira, de 84 anos, incorporou uma nova rotina. Morador do bairro de Águas Lindas, ele atravessa a cidade para almoçar diariamente no Restaurante Popular Dr. Oswaldo Coelho, inaugurado pela Prefeitura de Belém em 9 de abril. Desde a morte da esposa, Afonso vive sozinho e encontrou no espaço uma alternativa para se alimentar com dignidade e gastar menos.“Eu moro sozinho e não sei cozinhar. Sem contar que o custo-benefício compensa, a comida é muito barata. Lá no bairro não tem lugar nenhum que venda almoço por R$ 2, e esse restaurante é bem melhor que o antigo”, afirma Afonso Oliveira.

“Eu moro sozinho e não sei cozinhar. Sem contar que o custo-benefício compensa, a comida é muito barata. Lá no bairro não tem lugar nenhum que venda almoço por R$ 2, e esse restaurante é bem melhor que o antigo”, afirma Afonso Oliveira.

Sarah dos Santos, de 67 anos, moradora da Marambaia, também elogia as refeições servidas no restaurante. Frequentadora assídua do espaço, ela resume a experiência de forma simples: “A comida é uma delícia”.
“Venho frequentemente comer aqui, a comida é maravilhosa. Meu filho também vem bastante, é muito barato para uma comida tão gostosa assim”, diz a dona de casa Sarah dos Santos.
Em funcionamento há um mês, o Restaurante Popular Dr. Oswaldo Coelho se consolidou como uma política pública de segurança alimentar voltada à população em situação de vulnerabilidade social.

Desde a inauguração, o espaço registra alta procura diariamente, servindo cerca de 1.000 refeições por dia, o equivalente a aproximadamente 30 mil refeições neste primeiro mês de funcionamento.
De acordo com a presidente da Fundação Papa João Paulo XXIII (Funpapa), Edna Gomes, o Restaurante Popular de Belém é mais do que um equipamento público, ele é um símbolo de dignidade e cuidado com quem mais precisa.
“Em apenas um mês de funcionamento, já foram servidos cerca de 30 mil pratos de comida, garantindo alimentação de qualidade, com preço acessível e, acima de tudo, respeito à população. Cada refeição entregue representa uma política pública que combate a fome de forma direta, fortalece a segurança alimentar e reafirma o compromisso da gestão com a inclusão social. Continuamos trabalhando no propósito de ampliar o acesso à alimentação e de cuidar de gente, porque ninguém pode ficar para trás quando o assunto é o direito básico de se alimentar com dignidade”, afirma a presidente.

Para Nathália Gomes, trabalhadora informal do comércio, o restaurante ajudou a resolver um problema que fazia parte de sua rotina: a insegurança alimentar. Muitas vezes ela passava o dia sem almoçar por falta de dinheiro.
“Eu vendo água, refrigerante, água de coco. E por aqui o almoço é por volta de R$ 15, nem sempre eu tenho esse valor para pagar, por isso muitas vezes ficava sem almoçar. Agora tudo mudou, almoço todos os dias no restaurante popular”, relata Nathália Gomes.

Na cozinha, o sentimento é de missão cumprida. Responsável pelo preparo das refeições, o chefe Carlos Freitas avalia como positivo o primeiro mês de funcionamento do equipamento público. Entre panelas, filas e agradecimentos dos frequentadores, ele diz enxergar no cotidiano do restaurante a dimensão social do trabalho realizado.
“Nós estamos adequados com o número de refeições diárias que servimos. E a gente vê o resultado nas pessoas, os agradecimentos. É uma sensação de dever cumprido para um mês de funcionamento”, afirma Carlos Freitas.
Fonte: Agência Belém
Por Vivian Carvalho






