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Dia Mundial do Meio Ambiente: Belo Monte já produziu mais de 2,6 milhões de mudas de árvores nativas na Amazônia

Na Volta Grande do Xingu, o Viveiro de Belo Monte produz mudas que ajudam a preservação da floresta, contribuindo para a sobrevivência de espécies ameaçadas de extinção e o equilibro da biodiversidade amazônica

Em um cenário global marcado pelos desafios das mudanças climáticas, a Norte Energia, concessionária da Usina Belo Monte, vem desenvolvendo projetos que promovem a restauração da floresta amazônica e geram trabalho e renda para a população local. Um deles é o viveiro da usina que, em 15 anos de atuação, alcançou a produção de 2,6 milhões de mudas de espécies nativas da região, inclusive algumas ameaçadas de extinção.

Com capacidade para produzir 650 mil mudas por ano, o viveiro abastece as ações de reflorestamento realizadas nas Áreas de Proteção Permanente (APP) sob a responsabilidade da companhia, que somam cerca de 26 mil hectares. Mas a iniciativa vai além: parte da produção é destinada a ações de educação ambiental, de arborização de áreas urbanas pelos municípios do entorno da usina e de demandas da população local.

No viveiro são produzidas mudas de 167 espécies de árvores nativas da região, entre elas 18 ameaçadas de extinção como o ipê, o cumaru e o pau-cravo, que chegou a ficar 40 anos sem registro até ser catalogado na área de Belo Monte. O processo de produção começa com o monitoramento mensal de mais de 1.300 matrizes para identificar o período de dispersão e coleta de sementes. Após recolhidas na APP que cerca a usina, as sementes passam por uma rigorosa triagem para garantir a qualidade da germinação e assegurar o crescimento sadio das mudas.

“É importante coletar sementes de matrizes do entorno da usina, porque assim a gente consegue produzir mudas e fazer o plantio, mantendo a dinâmica natural da área. E um grande desafio é manter uma alta variedade de espécies dentro do viveiro”, explica o engenheiro florestal Rafael Miléo, da Verthic Consultoria, empresa contratada para desenvolver o projeto. Ele comanda uma equipe de oito profissionais locais que atuam diretamente no viveiro.

Em seguida, as sementes são semeadas em substrato apropriado e mantidas em condições controladas de luz e de umidade. À medida que crescem, as mudas são aclimatadas às condições externas antes de serem finalmente plantadas, com o uso de técnicas específicas para as condições das áreas a serem recompostas.

Mãos que ajudam a floresta a crescer

 

A coleta e a catalogação das sementes contam com profissionais que vivem a realidade local desde antes da instalação da usina, como é o caso do identificador botânico Geilton Barros. Indígena juruna, ele guarda uma ligação de infância com a floresta e alia os saberes tradicionais de seu povo ao conhecimento técnico no trabalho no viveiro. “Eu enxergo isso como uma coisa importante, como reflorestar, trazer os ensinamentos, mostrar para as pessoas o conhecimento da floresta. E o que me trouxe a trabalhar como botânico foi gostar da floresta”, destacou.

Geilton Barros. Foro: Helder Lana

Hoje, Geilton testemunha a restauração da floresta a partir das sementes que ele mesmo coleta. “Quando eu cheguei tinha muitas áreas que foram desmatadas por fazendeiros, muita pastagem. E hoje está sendo reflorestado, está sendo recuperado, gera empregos”, afirma. E cada vez que entra na mata, ele vê sinais de regeneração da biodiversidade. “Vejo bichos novos, vejo árvores novas, árvores que não produziam há dez anos e que estão produzindo agora. Coleta que eu não conseguia fazer há muito tempo, eu estou fazendo agora”, celebrou.

Área reflorestada equivale a Fernando de Noronha

 

A Norte Energia tem a meta de recuperar 7,6 mil hectares de floresta amazônica até 2046. Ao atingir este marco, a companhia terá plantado cerca de 5,5 milhões de árvores nativas. Atualmente, a recomposição vegetal alcança mais de 2,6 mil hectares, área equivalente a 3 mil campos de futebol ou à extensão total do arquipélago de Fernando de Noronha. Essa nova cobertura vegetal é capaz de sequestrar aproximadamente 205 mil toneladas de CO2 da atmosfera anualmente, contribuindo diretamente para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

Através de suas iniciativas de reflorestamento, a empresa já plantou 2,3 milhões de mudas de árvores nativas. “A restauração da floresta amazônica vai além das obrigações do licenciamento. Em um momento em que o mundo volta a sua atenção às discussões sobre mudanças climáticas, a importância da restauração é ainda maior, porque com isso contribuímos para que o ambiente onde a usina está implantada fique melhor e que a gente garanta a sobrevivência da biodiversidade amazônica”, destaca Roberto Silva, gerente dos Meios Físico e Biótico da Norte Energia.

Segundo o gerente, as mudas utilizadas na restauração da floresta também são destinadas a ações de plantio nas APP, que ajudam positivamente, inclusive, na arborização das cidades. “O principal foco do viveiro é produzir mudas a serem utilizadas nas ações de restauração desenvolvidas pela usina. Mas a gente também promove doação de mudas para associações, comunidades, prefeituras, ajudando tanto na arborização das cidades, como também na restauração da floresta, onde essas pessoas plantam principalmente às margens do rio Xingu”, afirma.

A vida germinada no viveiro de Belo Monte ganha novos significados nas ações de educação ambiental apoiadas pela empresa. No último mês de abril, 80 alunos de escolas públicas de Altamira plantaram 800 dessas árvores nas APP dos bairros Jardim Independente I e II. Entre os estudantes estava Graziela Almeida, que participou ativamente e ajudou a reflorestar a área junto dos colegas da Escola João Rodrigues. “Eu me sinto muito feliz pela minha turma. A gente veio plantar árvores e ajudar o meio ambiente. Eu achei muito interessante”, disse satisfeita.

 

Plantio de mudas pela Escola João Rogrigues. Foto: Helder Lana

Fonte: Assessoria de Imprensa Norte Energia

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guaranyjr

Guarany Jr - Prof. de Graduação e Pós de Marketing, Jornalismo e Propaganda, Jornalista, Comentarista, Consultor, Administrador, Palestrante - Belém - Pará - Brasil.

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