Programação gratuita discute como as mudanças climáticas afetam a vida dos paraenses
Aulas e rodas de conversa abertas ao público abordam doenças, saúde mental, alimentação sustentável e estratégias para enfrentar as mudanças climáticas na Amazônia
As mudanças climáticas deixaram de ser um tema distante para fazer parte da rotina de quem vive na Amazônia. O aumento das temperaturas, as alterações no regime de chuvas, a proliferação de doenças transmitidas por mosquitos e os impactos na produção de alimentos já afetam diretamente a qualidade de vida da população.
Para aproximar esse debate da comunidade, a Afya Educação Médica Belém promove uma programação gratuita e aberta ao público durante a II Semana do Clima da Amazônia. A iniciativa reúne uma aula pública e rodas de conversa que discutem, de forma acessível, como as transformações ambientais influenciam a saúde física e mental da população.
A programação começou no domingo (28), com a aula pública “História, Saúde e Clima”, conduzida pelo historiador Michel Pinho e pelo médico cardiologista Vitor de Holanda, docente da pós-graduação em Cardiologia da Afya Educação Médica Belém. Durante duas horas de caminhada pelo bairro do Umarizal, os participantes percorreram importantes patrimônios da saúde em Belém, como a Santa Casa de Misericórdia do Pará e o Hospital Dom Luiz I. O roteiro integrou história, medicina e meio ambiente, abordando as relações entre urbanização, transformações ambientais e os desafios da saúde pública na Amazônia, além de mostrar como o passado ajuda a compreender os impactos climáticos enfrentados na atualidade.
Nos dias 1º e 2 de julho, o ciclo de rodas de conversa “ABC do Clima e Saúde” abordará temas que já fazem parte do cotidiano dos amazônidas. Entre os destaques está a palestra “Pequeno mosquito, grande problema: como evitar doenças que já fazem parte da sua rotina?”, ministrada pela bióloga e mestre em Zoologia Roberta Raiol, professora da Afya Abaetetuba. Ela explicará como as mudanças climáticas favorecem a proliferação de doenças como dengue, zika e chikungunya, além de apresentar medidas simples de prevenção.
A saúde mental também será tema da programação. O médico especializado em saúde mental e neurodesenvolvimento Fagner Carvalho conduzirá a conversa “Sentir medo do futuro nem sempre é normal. Vamos falar sobre ansiedade climática?”, abordando sentimentos de medo, insegurança e preocupação provocados por eventos extremos, como secas, enchentes e ondas de calor.
Outro destaque será a palestra da gastroenterologista Fabrícia Maciel, que discutirá como as escolhas alimentares impactam tanto a saúde humana quanto o meio ambiente, além dos efeitos das mudanças climáticas na produção e no acesso aos alimentos.
Encerrando a programação, o pesquisador Wanderson Gonçalves, professor da Afya Abaetetuba e diretor do Departamento de Proteção Ambiental de Barcarena, apresentará estratégias de adaptação aos novos desafios ambientais na palestra “Como sobreviver (e viver melhor) num clima em constante mudança?”.
Segundo Thaís Fernandes, diretora da Afya Educação Médica Belém, a proposta é “traduzir conhecimentos científicos para uma linguagem simples e próxima da realidade da população, mostrando que falar sobre clima também é falar sobre saúde, qualidade de vida e futuro”.
Acompanhe a programação:
ABC do Clima e Saúde
01/07 (quarta-feira)
14h – Pequeno mosquito, grande problema: como evitar doenças que já fazem parte da sua rotina?
Especialista: Roberta Raiol, bióloga e mestre em Zoologia.
15h – Sentir medo do futuro nem sempre é normal. Vamos falar sobre ansiedade climática?
Especialista: Fagner Carvalho, médico especializado em Saúde Mental e Neurodesenvolvimento.
02/07 (quinta-feira)
14h – Saúde planetária: como nossas escolhas alimentares afetam o corpo e o meio ambiente
Especialista: Fabrícia Maciel, médica gastroenterologista.
15h – Como sobreviver (e viver melhor) num clima em constante mudança?
Especialista: Wanderson Gonçalves, doutor em Oncologia e Ciências Médicas e mestre em Ciências Ambientais.
Todas as rodas de conversas serão realizadas na Afya Educação Médica Belém, que fica na Travessa Dr. Moraes, 79, Nazaré. As atividades são gratuitas e as inscrições devem ser feitas previamente pelo link: https://lnk.bio/ABC_do_Clima_Afya
Sobre a Afya
A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica no Brasil, reúne 37 Instituições de Ensino Superior, 32 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.768 vagas, com mais de 26 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br
Sobre a Semana do Clima da Amazônia
O projeto reúne um amplo conjunto de organizações públicas, privadas e da sociedade civil com o propósito de debater soluções e propor ações estruturantes para enfrentar desafios ambientais, sociais, econômicos e culturais da Amazônia. A iniciativa busca fortalecer uma visão de longo prazo para a região, alinhando políticas públicas e iniciativas privadas em prol de um desenvolvimento sustentável que equilibre conservação ambiental, geração de renda e bem-estar das populações locais. Além disso, a programação coloca a Amazônia no contexto global das mudanças climáticas, destacando a importância da integração de esforços para a proteção desse bioma fundamental para o equilíbrio do planeta. A proposta é que a Semana do Clima da Amazônia aconteça anualmente, se expandindo para os demais estados da Amazônia Brasileira, fortalecendo a mobilização, o diálogo e a construção de soluções a partir dos territórios.
A primeira edição da Semana do Clima da Amazônia, realizada em 2025, demonstrou a dimensão e o impacto do evento ao reunir mais de 4 mil participantes, promover mais de 100 horas de programação e realizar mais de 35 eventos em Belém, contando ainda com a participação de mais de 30 organizações parceiras.
A edição de 2026 contará com patrocínio das empresas Hydro e Vale. O evento também reúne uma ampla rede de correalizadores, entre eles Afya, ASSOBIO, BRC Biodiversity Research Consortium, Certi, CESUPA, Cojovem, Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal, CONTAG, Embrapa, Emergent, FIEPA, Governo do Estado / Secretaria do Meio Ambiente do Pará, Hydro, Instituto Clima e Sociedade (ICS), Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Instituto Peabiru, IPAM Amazônia, Instituto Sincronicidade (ISPIS), Instituto Tecnológico Vale (ITV), Museu Emílio Goeldi, Natura, Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, Plataforma Parceiros pela Amazônia (PPA), Prefeitura de Belém, Projeto Guardiãs da Floresta, Projeto Saúde & Alegria (PSA), Rede de Trabalho Amazônico – GTA, Saint-Gobain, Uma Concertação pela Amazônia e Vale.
Fonte: Temple Comunicação
Por: Alessandra Barreto






