Morre aos 93 anos, ícone do jornalismo esportivo brasileiro, Cláudio Carsughi
Com mais de 70 anos de carreira, o comunicador ficou 27 dias internado por conta de uma infecção respiratória
O Brasil perde uma lenda. Morreu hoje, 10, aos 93 anos, o ícone do jornalisto esportivo e automobílistico brasileiro, Cláudio Carsughi. O seu óbito foi anunciado pela sua filha, Claudia Carsughi, nas redes sociais.
Nascido em Arezzo, na Itália, Carsughi veio para o Brasil em 1946 logo após o fim da Segunda Guerra Mundial. Em São Paulo, se formou na USP em Engenharia.
Sua relação com o jornalismo começou cedo, quando aos 16 anos se tornou correspondente do jornal italiano Corriere dello Sport, publicação pela qual acompanhou os preparativos para a Copa do Mundo de 1950, disputada no Brasil.
Em 1957, iniciou uma longa trajetória na rádio Jovem Pan, onde trabalhou como comentarista e jornalista até 2015. Durante esse período, tornou-se uma referência na cobertura do automobilismo, especialmente na Fórmula 1. Cláudio também cobriu 5 Copas do Mundo em sequência entre 1970 e 1986.
Carsughi também foi editor da revista Quatro Rodas e trabalhou ainda na Gazeta Esportiva, ESPN Brasil, Jornal da Tarde e SporTV, segundo consta o registro da Assembleia Legislativa de São Paulo.
Ele ainda foi homenageado em 2025 pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) como personalidade da comunidade italiana.
Carsughi foi casado com Hilda Carsughi e tinha dois filhos, Claudia e Odoardo. A filha também seguiu carreira no jornalismo.






