Cultura

‘Bois e Máscaras de Odivelas’ pelas lentes de Alexandre Baena, no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso CCJ, em São Paulo

A performática festividade realizada no município de São Caetano de Odivelas, nordeste do Pará, o Boi de Máscara, Pierrôs e Cabeçudos chega as cinco regiões brasileiras, pelas lentes do cineasta, fotógrafo e documentarista paraense, Alexandre Baena, que também assina a curadoria da exposição itinerante ‘Bois e Máscaras de Odivelas’, levando as capitais uma mostra fotográfica apresentando as belezas, a tradição e a história de São Caetano de Odivelas. A mostra inicia sua itinerância por São Paulo com abertura no dia 15 de setembro, às 14h, no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso CCJ. O Centro é um equipamento da Secretaria Municipal de Cultura, considerado o maior centro público dedicado aos interesses da juventude da cidade de São Paulo, a abertura da exposição faz parte das comemorações pelos 20 anos do espaço cultural em 2026.

A exposição “Bois e Máscaras de Odivelas” é uma imersão dando destaque a tradição dos Bois de Máscaras do município de São Caetano de Odivelas, uma das manifestações culturais mais características do Estado do Pará. Seus cortejos trazem os Pierrôs cobertos dos pés à cabeça com roupas de cetim coloridas e máscaras com narizes pontudos. Dançando de forma frenética e interagindo com o público, cabeçudos brincantes que vestem grandes cabeças feitas de papel machê e perambulam assustando e divertindo os foliões, Buchudos e Mutucas, as figuras que complementam o cortejo com roupas estufadas e ritmos coreografados e o grande destaque o Boi com a carcaça do animal, ricamente decorada, que evolui no meio do povo ao som da orquestra de sopro e percussão e com quatro pernas. Enquanto o restante do Brasil celebra no mês de junho com as quadrilhas caipiras e camisas xadrez, São Caetano de Odivelas celebra as festas juninas com arrastões de rua que lembram o Carnaval. O som que embala o Boi de Máscara não é o sotaque tradicional do bumba-meu-boi nordestino, mas uma potente orquestra de sopro (metais) e percussão que toca marchinhas e ritmos acelerados, fazendo o povo pular atrás do cortejo e sua banda por quilômetros.

Foto: Divulgação

O Boi de Máscara nasceu diretamente da vivência dos pescadores locais na década de 30, ao retornarem de viagens à Ilha do Marajó, adaptando as festas que viam por lá. O Boi Tinga antigo em sua longevidade, foi feito, inicialmente, com materiais improvisados tirados da natureza e do cotidiano da pesca. Essa origem humilde e ligada ao ambiente estuarino moldou o sentimento de orgulho da comunidade. O Boi Tinga, a Vaca Velha, Touro Bandido e o Bicho Feio, ditam o ritmo da festividade dentro da exposição, porém em São Caetano de Odivelas são mais de 30 bois que fazem a festa com a população. As máscaras usadas pelos Pierrôs e Cabeçudos são verdadeiras obras de arte feitas à mão. Os artesãos locais utilizam técnicas tradicionais de papel machê moldado em argila. O traço odivelense é inconfundível: rostos com bochechas expressivas, cores vibrantes e o icônico nariz pontudo dos Pierrôs, que diferencia o folguedo de qualquer outra máscara de Carnaval ou Reisado do Brasil.

“A primeira vez que fotografei São Caetano de Odivelas tive a oportunidade de viver a festividade, acompanhar o cortejo e fazer isso, me apresentou uma quantidade gigantesca de detalhes visuais significativos de todo o enredo. Essa é uma imersão dando destaque ao orgulho da população de São Caetano de Odivelas por sua tradição incrível que mostra Bois, Pierrôs cobertos dos pés à cabeça com roupas de cetim coloridas e máscaras com narizes pontudos. Dançando de forma frenética e interagindo com o público, os Cabeçudos, Buchudos e Mutucas, as figuras que complementam o cortejo frenético e cheio de ritmos coreografados e no meio de todo esse Carnaval o grande destaque o Boi com suas quatro patas, que evolui no meio do povo ao som da orquestra de sopro e percussão”, narra o artista.

A exposição ‘Bois e Máscaras de Odivelas’, inicia sua itinerância por São Paulo, passando por Recife, Brasília DF, Minas Gerais, Santa Catarina e chegando no Pará, em Belém, com finalização em São Caetano de Odivelas, para ser montada no berço da festividade do Boi de Máscaras, tendo como foco a cultura local e o turismo, potencializando o desenvolvimento social e econômico da cidade. A exposição tem o patrocínio do Governo do Pará, através da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e Secretaria de Estado de Turismo (Setur), com apoio da Prefeitura Municipal de São Paulo, através da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, com realização da MAB Comunicação e Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso – CCJ.

Os projetos de itinerância do fotógrafo Alexandre Baena pelas cinco regiões brasileiras completam 42 exposições em 2026. Em sua expografia está a Marujada de Bragança, o Festribal de Juruti, o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, o Sairé de Santarém, Jogos Indígenas do Xingu. A exposição ‘Juruti – Terra Munduruku e Muirapinima’, foi apresentada na Green Zone, como parte das atividades culturais da 30ª Conferência das Partes, reunião anual das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que aconteceu em Belém do Pará de 10 a 21 de novembro de 2025, a COP30. Desde o início do ano, o artista voltou ao circuito nacional com os ‘Jogos Indígenas do Xingu – rituais pela vida ancestral’, da cidade de Altamira, e com a continuidade da exposição do Sairé exibido Museu de Arte Sacra de SP, no Rio de Janeiro na PUC Rio e em Belém no Parque da Cidade. Agora no segundo semestre de 2026 entra em cena ‘Bois e Máscaras de Odivelas’.

Serviço:
Exposição: ‘Bois e Máscaras de Odivelas’
Artista: Alexandre Baena
Técnica: fotografias
Abertura: 15 de setembro de 2026 – Hora: 14h
(Período expositivo: até 14 de novembro de 2026)
Local: Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso CCJ – SP
(Av. Deputado Emílio Carlos, 3641)

 

Fonte: Assessoria

Por: Bernadete Barroso

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guaranyjr

Guarany Jr - Prof. de Graduação e Pós de Marketing, Jornalismo e Propaganda, Jornalista, Comentarista, Consultor, Administrador, Palestrante - Belém - Pará - Brasil.

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