O Fato do Dia
PSM da 14: Prefeitura adota medidas para atender alta demanda
Ampliação de transferências e contratação de leitos adicionais, estão entre as providências imediatas da Prefeitura de Belém para reduzir pressão sobre o hospital
O Hospital Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti (PSM da 14 de Março), em Belém, enfrenta uma alta demanda por atendimento, com os 243 leitos cadastrados ocupados e pacientes aguardando internação ou transferência. Mesmo diante desse cenário, a unidade contabilizou, de 2025 a setembro de 2026, mais de 200 mil atendimentos ambulatoriais e 15 mil internações hospitalares.
Dados da unidade mostram que a demanda vai além dos limites da capital. Até o dia 15 de outubro de 2026, foram registrados 95.876 atendimentos ambulatoriais, dos quais 83.466 foram destinados a moradores de Belém e 12.410 a pacientes provenientes de outros municípios paraenses e de outros estados. Isso significa que aproximadamente 12,94% dos atendimentos foram realizados para pessoas de fora da capital, reforçando a abrangência regional do serviço e a pressão adicional sobre a estrutura hospitalar disponível.
Entre os municípios que contribuem para a demanda está Ananindeua, responsável por quase 5% dos atendimentos ambulatoriais, por exemplo, apesar de contar com um pronto-socorro que funciona em regime de portas fechadas. A superlotação também está relacionada ao aumento da circulação de pessoas em Belém durante o Círio de Nazaré, período em que a cidade recebe visitantes de diferentes municípios e estados.
Mesmo com a alta demanda, a Prefeitura de Belém tem ampliado as transferências de pacientes, assim como a contratação de leitos adicionais para contribuir com o atendimento da população. Na última quarta-feira (14), dez leitos foram liberados para a unidade, enquanto outros dez pacientes estavam em triagem para transferência.
A Sesma mantém o acompanhamento da situação e adota medidas para ampliar a capacidade de atendimento e reduzir a pressão sobre o hospital. O cenário também reforça a importância da articulação entre os municípios e as demais esferas de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), para fortalecer a rede de assistência hospitalar e organizar os fluxos de atendimento, garantindo acolhimento aos pacientes que necessitam de cuidados de urgência e emergência.
Fonte: Agência Belém
Texto: Danielle Dias
Última edição por: Tânia Menezes