Cultura

Exposição e carimbó encantam turistas em visita ao Centro Cultural Banco da Amazônia

Participantes de evento nacional conheceram espaços dedicados à arte, à memória e à cultura amazônica

Os registros históricos de uma viagem de 11 mil quilômetros pela Amazônia, realizada em 1983, e a riqueza cultural e literária da região fizeram parte da experiência de visitantes de diferentes unidades da federação no Centro Cultural Banco da Amazônia, em Belém. Durante uma visita guiada que marcou o encerramento 188ª Reunião Ordinária do Fórum Nacional de Gestão da Ética nas Empresas Estatais, na quarta-feira, 21, o grupo conheceu a exposição Burle Marx – Expedição Amazônia, a biblioteca do espaço – com mais de 12 mil obras -, e acompanhou e participou de uma apresentação de carimbó.

Natural da Bahia e com atividades no Rio de Janeiro, Joniel Ribeiro, das Indústrias Nucleares do Brasil, esteve pela primeira vez em Belém. A visita ao Centro Cultural o surpreendeu pela oportunidade de conhecer vários aspectos da cultura amazônica. “Tivemos a oportunidade de fazer uma imersão na cultura regional e isso, certamente, acaba nos fazendo levar conosco um pouco da história e dessa cultura tão rica”, avaliou.

A exposição Burle Marx – Expedição Amazônia também despertou o interesse de quem já conhecia a capital paraense. Tatiana Freitas, da ApexBrasil, em Brasília (DF), contou que se surpreendeu com as informações, fotografias e registros históricos apresentados na mostra.

“Ela traz muitas informações, fotos, registros históricos que às vezes não estão tão acessíveis para nós”, observou. Para Tatiana, a exposição valoriza a história e chama a atenção para questões ambientais e para a diversidade brasileira, temas que já faziam parte das preocupações do paisagista Roberto Burle Marx.

Memórias afetivas – A visita também proporcionou uma conexão entre Belém e o Ceará, terra natal de Chiara Cruz, que mora em Brasília e atua na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Aos primeiros sons do carimbó, ela diz que foi impossível não lembrar dos encontros de família, quando era criança.

“É um ritmo que meu avô gostava muito. Não sei qual a relação que ele tinha com o Pará, mas ele sempre ouvia, era um ritmo muito comum nas festas da família do meu pai. Então me remete à minha infância”, contou.

Acervo literário – A biblioteca do Centro Cultural também integrou o roteiro dos visitantes. O espaço ocupa uma área de quase 184 metros quadrados e um acervo com mais de 12 mil obras, algumas raras, como uma edição do livro “Poranduba amazonense”, que reúne narrativas orais indígenas coletadas e transcritas por João Barbosa Rodrigues, publicado em 1890.

Moradora de Belém há sete meses, a paulistana Maira Cauchioli, representante regional da ApexBrasil, já conhecia o Centro Cultural e frequenta o espaço desde que passou a viver no bairro da Campina. A visita à Biblioteca foi a novidade da programação pós-Fórum. Para ela, o Centro é um ponto de referência para quem chega à cidade a trabalho e dispõe de pouco tempo livre para conhecer a cultura local. “Para mim, funciona até como um pequeno hub, um lugar que é importante visitar para, pelo menos, ter referências dos valores e dos elementos culturais regionais”, afirmou.

Maira Cauchioli entrou no ritmo do carimbó. Foto: Nailana Thiely

Sobre o Centro Cultural Banco da Amazônia – O Centro Cultural Banco da Amazônia é um importante espaço de fomento à arte e à cultura na região amazônica. Localizado no coração de Belém – Av. Presidente Vargas nº 800 -, o espaço promove exposições, mostras e eventos gratuitos, reforçando o compromisso da instituição com a democratização do acesso à cultura e a valorização dos talentos locais e nacionais.

 

SERVIÇO

Centro Cultural Banco da Amazônia
Endereço:
Avenida Presidente Vargas, 800, Campina, Belém

Exposições em cartaz

  • Burle Marx – Expedição Amazônia;
  • Fluxos, de Miguel Chikaoka (a partir de 29 de outubro);
  • Mostra de Grafismo “Cultura Viva” (a partir de 29 de outubro).

Entrada: gratuita

Visitação: terça a sexta, das 10h às 16h (a partir de 3/11, o horário passa a ser das 10h às 18h); sábados, domingos e feriados, das 10h às 14h.

Fonte: FSB Comunicação

Por: And Danin

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guaranyjr

Guarany Jr - Prof. de Graduação e Pós de Marketing, Jornalismo e Propaganda, Jornalista, Comentarista, Consultor, Administrador, Palestrante - Belém - Pará - Brasil.

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