Arte Pará 2026 abre suas portas para descobertas sensoriais em Belém
Mostra em sua 42ª edição começará nesta quinta (5), às 19h, no MEP, celebrando os 80 anos do Jornal O Liberal
As cidades, em sua maioria, no mundo, surgiram a partir da proximidade com rios e mares. Belém não é exceção. Nasceu perto da Baía do Guajará, em 1616. E é justamente no centro histórico de Belém, no bairro da Cidade Velha, que o público se encontra com a arte contemporânea produzida no Estado do Pará, a fim de refletir sobre história, cultura, linguagens e sentidos diversos. Às 19h desta quinta-feira (5), no Museu do Estado do Pará (MEP), será aberto o Arte Pará 2026. Numa iniciativa do Grupo Liberal, essa mostra chega a sua 42ª edição, repleta de atrações, funcionando até 30 de janeiro de 2027, como um polo irradiador de cultura a partir de 105 criações de artistas selecionados e uma convidada especial. Tudo perto das águas, na cidade que se (re)cria a cada instante.
Criar, inclusive, foi o verbo adotado pelo casal Romulo Maioarana (1922-1986) e Déa Maiorana (1934-2026) para dar vida ao Arte Pará em 1982. Romulo e Déa buscaram concretizar a proposta de viabilizar um espaço para valorizar e difundir a arte produzida em solo paraense, amazônico. Esse projeto ganha um significado ainda maior em 2026, porque o Arte Pará se integra neste ano às comemorações dos 80 anos de história do Jornal O Liberal, referência para a criação e funcionamento do Grupo Liberal.
Nesse clima de celebração do elo entre artes, história, comunicação e identidade, os espectadores da mostra irão conferir trabalhos inéditos de 25 artistas selecionados sobre temáticas variadas e trabalhadas em linguagens diversas e surpreendentes. Para isso, o projeto do Arte Pará 2026 é viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e conta com o patrocínio da Equatorial Energia (patrocinadora master do evento), da Phebo e da Vale. Com a realização da Fundação Romulo Maiorana, o evento conta com a curadoria da artista visual Keyla Sobral, coordenação geral de Sérgio Oliveira, diretor de Mercado Leitor do Grupo Liberal, e organização da CV Vasconcelos Consultoria.
Traduções
A abertura do Arte Pará 2026 contará com a presença de dirigentes do Grupo Liberal e das instituições e empresas parceiras, incluindo o MEP e o Museu da Universidade Federal do Pará (Mufpa); da equipe responsável pela mostra e de convidados. A mostra poderá ser visitada até 30 de janeiro de 2027, no MEP, de terça a domingo, das 9h às 17h.
“A abertura do Arte Pará 2026 configura-se um momento emblemático para todos que gostam da arte, ou seja, para os artistas e para o público. Mas não é só isso. Durante toda a realização da mostra, nós vamos ter a construção de algo importante, simbólico mesmo, uma troca muito especial. Os espectadores, visitantes do Arte Pará 2026, terão a oportunidade de conferir os trabalhos e saber detalhes do processo criativo de obras de arte. E, para isso, o público vai dispor de um projeto educativo coordenado pelo artista plástico e professor Emanuel Franco, com o assessoramento aos espectadores e estudantes em visita à mostra”, destaca Sérgio Oliveira. Esse projeto educativo atenderá, inclusive, pessoas com deficiências.
O Arte Pará 2026 reforça a proposta do Grupo Liberal de propiciar ao público a oportunidade de estar em contato direto com trabalhos artísticos inéditos, de forma a instigar as pessoas a descobrirem novos horizontes de reflexão e aprendizado a partir das artes visuais. Esse processo de descobertas conta com o acesso gratuito à exposição e a informações sobre o conteúdo da mostra.
Desse modo, a 42ª edição do Arte Pará recebe obra dos artistas: Alessandro Falco, Ana Mendes, Bruno Cantuária, Caio Paixão, Carol Abreu, Dias Jr, Diego Azevedo, Emily Guimarães, Felipe Ferreira, Flori Jacamo Hurtado, Itatiane Moraes, Jo Santos, Lucia Gomes, Luciana Lemos, Maria José Batista, Mauro Joaquim Lima, Matheus Bento, Matheus Duarte, Maurileno Sanches, Nay Jinknss, Petcho Silveira, Renee Miranda, Samir Dams, Nazas e Val Sampaio.
Uma das atrações do evento será uma sala com obras da artista visual Carmen Sousa, uma das pioneiras das artes na Amazônia. Carmen nasceu em Lisboa em 1908 e faleceu em Belém em 1950, aos 42 anos de idade. Deixou um legado em diversas linguagens artísticas, às quais terá acesso o público durante a mostra no MEP, como fruto da pesquisa empreendida pelas pesquisadoras Marisa Mokarzel e Rosângela Britto.
A curadora do Arte Pará 2026, Keyla Sobral, detalha o legado da mostra para a cultura em Belém. “A contribuição do Arte Pará 2026 está em ampliar as possibilidades de olhar e pensar a Amazônia a partir da arte”.
“Nesta edição, buscamos trazer uma Amazônia plural, atravessada por diferentes experiências, histórias e perspectivas. Não nos interessa uma única imagem ou narrativa sobre esse território, mas justamente perceber como cada artista constrói sua própria relação com ele, traduzindo essas vivências em poéticas e linguagens muito particulares”, destaca Keyla.
“O Arte Pará tem uma trajetória importante na construção da cena artística paraense, e acredito que nossa contribuição é dar continuidade a essa história, criando espaços de visibilidade e diálogo para a produção contemporânea feita na Amazônia”, arremata Keyla Sobral. De 5 de novembro até 30 de janeiro de 2026, Belém se expande de novo a partir da Cidade Velha, celebrando a arte no tempo e espaço.
Serviço:
Arte Pará 2026
Abertura oficial: em 5 de novembro de 2026, às 19h
No Museu do Estado do Pará, no entorno da Praça Dom Pedro II, s/n, na Cidade Velha, Belém (PA)
Visitação: Até 30 de janeiro de 2027
Horário: das 9h às 17h, de terça a domingo
Fonte: O Liberal






