Verão

Atuação da OAB-PA garante proibição de carroças com tração animal na praia de Ajuruteua

Decisão liminar do TJPA atendeu pedido da Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais, após denúncias de exploração de cavalo para passeios turísticos

A atuação da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará (OAB-PA) garantiu a proibição do uso de carroças com tração animal na praia e na orla de Ajuruteua, em Bragança. A medida liminar foi proferida neste final de semana pela desembargadora Rosileide Maria da Costa Cunha, após recurso interposto pela Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais da OAB-PA.

Segundo o presidente da Comissão, advogado Wellington Santos, essa prática não é frequente em Ajuruteua, mas, neste verão, um cidadão passou a oferecer passeios com até quatro pessoas utilizando a tração animal. “Na semana passada eu entrei em contato com a nossa Comissão da OAB-PA, com o secretário municipal de meio ambiente, da Semma de Bragança, e ele prometeu que iria tomar providências, que iria notificar, mas o homem não parou. Então, na quarta-feira, a Comissão oficiou e pediu providências”, detalhou.

A magistrada reconheceu a urgência e a plausibilidade jurídica do pedido, destacando que a atividade configura maus-tratos aos animais e degradação ambiental. Segundo a decisão, a prática “revela-se frontalmente incompatível com o art. 225, §1º, inciso VII, da Constituição Federal, que consagra, como vetor de interpretação obrigatória, a vedação à crueldade”.

Essa medida foi adotada para prevenir que outras pessoas passem a oferecer o mesmo serviço. A liminar determinou a nulidade de qualquer autorização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) de Bragança que permita o uso de tração animal na Praia de Ajuruteua e em sua orla. A decisão também estabeleceu multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

Para o advogado Wellington Santos, a atuação da OAB-PA se baseia na legislação e no dever de proteção aos animais. “O cavalo é o animal que mais sofre com tração animal no Brasil inteiro. Existe uma lei estadual, a 9.593/2022, que proíbe esse tipo de prática em todo o Estado do Pará, e ainda assim as pessoas continuam explorando esses animais. Em Ajuruteua, com a praia lotada de turistas e banhistas, o animal estava sendo usado o dia inteiro, sob sol forte, puxando uma carroça com várias pessoas. Era urgente agir”, afirmou.

A OAB-PA, por meio de sua Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais, reafirma seu compromisso com o bem-estar animal e continuará acompanhando o cumprimento da decisão judicial, fiscalizando possíveis novas tentativas de exploração na região.

Fonte: Assessoria por Elisa Vaz

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guaranyjr

Guarany Jr - Prof. de Graduação e Pós de Marketing, Jornalismo e Propaganda, Jornalista, Comentarista, Consultor, Administrador, Palestrante - Belém - Pará - Brasil.

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