Aneurisma Cerebral: o que você precisa saber para se cuidar
Setembro é o Mês de Conscientização sobre o Aneurisma Cerebral, tema que ainda gera muitas dúvidas e medos. Por isso, é importante que o assunto seja explicado de forma simples e detalhada, para que as pessoas possam entender o quadro, saber dos fatores de risco, identificar os sinais e, o mais importante: buscar ajuda de um especialista.
Como se forma o aneurisma cerebral
Imagine que uma das artérias do seu cérebro tem uma parte da parede um pouco mais fraca. Com o tempo e a pressão do sangue passando ali, essa parte pode formar uma pequena “bolha” ou “bexiga”. Isso é o aneurisma.
“É importante saber que muitas pessoas têm um aneurisma sem nunca apresentar sintomas. Em vários casos, ele fica ali, quietinho, sem causar problemas. Nosso trabalho é identificar quando ele oferece algum risco.”, explica o neurocirurgião endovascular, Thiago Dantas.

Sinais de alerta
O neurocirurgião destaca que, na maioria das vezes, o aneurisma não dá sinais. Porém, se ele crescer ou se romper, os sintomas podem ser muito claros. O principal alerta é:
- Uma dor de cabeça súbita, explosiva e muito forte, que muitas pessoas descrevem como “a pior dor de cabeça da vida”.
Outros sinais que podem aparecer junto com a dor de cabeça são:
- Visão dupla ou embaçada
- Pescoço duro e dolorido
- Náuseas e vômitos
- Tontura ou confusão mental
- Perda de consciência ou convulsões
O neurocirurgião orienta: “Se você ou alguém próximo sentir uma dor de cabeça com essa intensidade, que não se parece com nada que você já sentiu antes, não hesite: procure um pronto-socorro imediatamente. O tempo é nosso maior aliado.”, ressalta.
Como o aneurisma é descoberto e tratado
Segundo o neurocirurgião existe a suspeita, o neurocirurgião explica que o primeiro passo é “fotografar” o cérebro para entender o que está acontecendo. E, para isso, o indicado é a tomografia computadorizada e a ressonância magnética, que mostram o mapa dos vasos sanguíneos e ajudam o médico a encontrar o aneurisma e ver seu tamanho.
Com base nessas informações, é definido, junto ao paciente, a melhor forma de tratamento. Se for o caso, faz-se apenas o acompanhamento, ou seja, se o aneurisma é pequeno e de baixo risco, o neurocirurgião realiza exames periódicos para verificar se houve alguma mudança.
Caso precise de tratamento, o endovascular (minimamente invasivo) é o mais utilizado atualmente. Por meio de um cateter (um tubo bem fininho) o neurocirurgião “navega” por dentro de uma artéria, geralmente da virilha, até chegar ao cérebro. Lá, o médico preenche a “bolha” do aneurisma por dentro,utilizando pequenas e delicadas molas de metal. O objetivo é bloquear a entrada de sangue e evitar que o aneurisma se rompa.
A clipagem cirúrgica é outra técnica de tratamento que utiliza um pequeno clipe de metal na “base” do aneurisma, pelo lado de fora, para fechar e evitar que o sangue passe para dentro dele. É como fechar um saquinho com um prendedor.
“Cada pessoa é única, e a escolha do tratamento é uma decisão conjunta entre o médico e o paciente.”, destaca Dr. Thiago Dantas.
O que pode aumentar o risco de ter um aneurisma
Algumas condições podem favorecer o aparecimento de um aneurisma. E é bom ficar atento às seguintes:
-Histórico familiar: se pais ou irmãos já tiveram aneurisma.
– Pressão alta (hipertensão): principalmente se não for bem controlada.
-Tabagismo: o cigarro é um grande inimigo das artérias.
-Alterações hormonais: é mais comum em mulheres, especialmente após a menopausa.
Como prevenir e viver melhor
Embora nem sempre seja possível evitar, cuidar da saúde geral do corpo é o melhor caminho para proteger o cérebro. Segundo o neurocirurgião, são atitudes simples que fazem uma diferença enorme. São elas:
- Controle a pressão:meça regularmente e, se for alta, siga o tratamento estipulado pelo médico.
- Não fume:se você fuma, buscar ajuda para parar é o melhor presente que pode dar a si mesmo.
- Tenha uma vida ativa:faça caminhadas ou outros exercícios que você goste.
- Alimentação equilibrada:consuma comida de verdade, com menos sal e gorduras.
- Check-ups regulares:converse com seu médico e mantenha seus exames em dia.
“A informação correta e a prevenção são as nossas melhores ferramentas. Não tenha medo de perguntar e tirar suas dúvidas. Cuidar de você é um trabalho de equipe, e o médico pode ser seu parceiro nessa jornada.”, ressalta o neurocirurgião.
Fonte: Norte Comunicação por Iva Muniz






