O Fato do Dia

Mostra itinerante revela sabores e saberes da cultura alimentar amazônico-paraense

A partir de artefatos, fotografias e utensílios, a mostra nos convida a experienciar a cultura alimentar das comunidades amazônicas.

A cultura alimentar amazônico-paraense é repleta de ingredientes da nossa biodiversidade, como peixes de rio, frutas e a mandioca. Rica e diversa, ela é o ingrediente principal da “Mostra Etnográfica: itinerâncias dos sabores e saberes da cultura alimentar amazônica”. A mostra se propõe discutir, desde perspectivas antropológicas e pedagógicas, a cultura alimentar das amazônias paraenses, em particular da Amazônia Atlântica, no âmbito de nove escolas públicas de Belém e Ananindeua.

A mostra tem curadoria do antropólogo e pesquisador, prof. Dr. Miguel Picanço, e busca conduzir o público visitante a uma imersão na cultura alimentar amazônico-paraense, por meio de artefatos, fotografias, utensílios, entre outros materiais. Composta por barcos, redes de pesca, fogões de barro, a representação de uma casa de farinha e seus utensílios (forno, tipiti, rodo, gamelas, peneiras etc.). Além disso, serão exibidas 20 fotografias que retratam o que, como, quando e com quem se come em partes do Pará, especialmente na Amazônia Atlântica e em Belém.

“A ideia é tentar amazonizar o nosso olhar sobre a cultura alimentar que é tão singular para estudantes, professores e para a nossa população”, enfatizou Miguel Picanço, ao destacar que, apesar dos processos de padronização dos costumes alimentares, “é possível manter outras práticas que trazem ancestralidade, como por exemplo, comer a farinha, o que é muito presente na mesa do paraense. Estamos trazendo para as salas de aula conteúdos, histórias, memórias e afetos que falam do cotidiano desses estudantes”.

Itinerância nas escolas

 A mostra ficará em cartaz durante cinco dias em cada escola participante do projeto. Além da comunidade escolar, a mostra também é destinada aos pais e responsáveis, líderes comunitários, e demais interessados, como o corpo docente e administrativo da escola. A primeira escola a receber a mostra, será a EMEF Santa Margarida Antioquia Psidia, em Ananindeua, até dia  5 de dezembro.

Todas as escolas selecionadas pelo projeto, ganharão uma aula imersiva com degustação de iguarias destes sabores que os saberes da comida cabocla produzem. Entre uma prova e outra de tucupi ou farinha de tapioca, por exemplo, será possível aprender de que modo é colhida a mandioca e que processo e utensílios são usados para produzir o tucupi, a farinha de mandioca ou tapioca e, assim, por diante.

O projeto prevê ainda, a doação de um livro de mesmo título da mostra, formado por textos reflexivos sobre cultura alimentar ancestral, identidade cultural, produção de alimentos, soberania e segurança alimentares, meio ambiente e sustentabilidade. Além dos textos, o livro também trará a reflexão/relato etnofotográfico a partir das imagens captadas pelas pesquisas do curador, Miguel Picanço.

Para os idealizadores do projeto, a mostra, aula imersiva, livro e formação aos professores das escolas irão contribuir para o aprendizado escolar cotidiano das instituições educacionais, sendo elo interdisciplinar com os conteúdos das componentes curriculares.

O projeto da “Mostra Etnográfica: itinerâncias dos sabores e saberes da cultura alimentar amazônica”, foi aprovado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) 2025, política pública federal que, desde 2022, garante financiamento contínuo para a cultura em todo o país. No Pará, a execução da PNAB é coordenada pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult).

 Serviço

“Mostra Etnográfica: itinerâncias dos sabores e saberes da cultura alimentar amazônica”

Onde: EMEF Santa Margarida Antioquia Psidia (R. Santa Luzia, 215 – Quarenta Horas (Coqueiro), Ananindeua.

Período: até dia 5 de dezembro de 2025.

Fonte: Ana Paula Sampaio/Assessoria de relacionamento

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guaranyjr

Guarany Jr - Prof. de Graduação e Pós de Marketing, Jornalismo e Propaganda, Jornalista, Comentarista, Consultor, Administrador, Palestrante - Belém - Pará - Brasil.

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