Número de Indicações Geográficas (IGs) cresce em cinco anos
No Pará, três produtos já conquistaram o selo com apoio do Sebrae. Reconhecimento fortalece pequenos produtores que buscam expansão de mercado
Produtos que carregam o sabor do território, a história de quem produz e a identidade de uma região vêm ganhando cada vez mais reconhecimento no Brasil. Nos últimos cinco anos, o número de Indicações Geográficas (IGs) mais do que dobrou, revelando um movimento que une inovação, tradição e desenvolvimento econômico. Em 2020 os registros concedidos pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) somavam 73 certificações. No Pará, atualmente três produtos possuem os selos conquistados com apoio do Sebrae no Pará: a amêndoa de cacau de Tomé-Açu, a farinha de Bragança e o queijo do Marajó.
No ano passado, o país alcançou a marca de 150 IGs, a maioria nas regiões Sudeste e Sul. E no primeiro mês de 2026, o total subiu para 151 IGs nacionais, com a certificação das tortas de Carambeí (PR). Desde 2003, quando apenas uma IG era registrada no Brasil, o Sebrae atua para que, cada vez mais, pequenos negócios consigam o registro junto ao INPI. Somente no ano passado, aplicou 95 diagnósticos, com a identificação de 69 territórios com potencial positivo para serem reconhecidos como IG.
A certificação de Indicação Geográfica é concedida a produtos e serviços cuja qualidade, reputação ou características estão diretamente ligadas ao local de origem. A IG é dividida em duas espécies: Denominação de Origem (DO), que indica que as qualidades ou características de uma determinada área geográfica, incluídos os fatores naturais e humanos, influenciam exclusiva ou essencialmente um produto ou serviço; ou Indicação de Procedência (IP), que protege o nome geográfico que se tornou conhecido por conta de um produto ou serviço.
Pará
Na região nordeste paraense, o Cacau de Tomé-Açu foi o primeiro produto a ganhar o selo de IG no Estado, em 2019, com apoio do Sebrae no Pará. A entidade segue acompanhando o processo de produção por meio de capacitações e consultorias aos empresários locais. Também foi um dos responsáveis pela elaboração do diagnóstico base para a solicitação da Indicação Geográfica.
“O processo surgiu principalmente a partir de uma demanda do mercado, especialmente o mercado japonês, que buscava amêndoas de cacau com origem certificada. Diante dessa exigência, optou-se pela IG como uma ferramenta estratégica, capaz de proteger o produto e, ao mesmo tempo, melhorar a qualidade da amêndoa”, explica o gerente regional do Sebrae na região do Capim, Fabiano Andrade.
Fonte: Agência Sebrae Pará com informações do Sebrae Nacional






