O Portal Guarany Júnior, entrevistou a médica paraense Maitê Gadelha, premiada pelo Insituto Silvio Meira presidido pelo professor e advogado André Meira. Maitê Gadelha tem desenvolvido extraordinário trabalho em nosso Estado. Ela encabeçou, a nível nacional, enquanto finalista do curso de Medicina da UEPA, o projeto que antecipou a formatura dos médicos para ajudar no combate à Covid – 19.
Leia a entrevista com a médica Maitê Gadelha.
1. Nome completo ?
R – Maitê Silva Martins Gadelha
2. Onde nasceu ?
R- Em Belém – PA
3. Formação
R – Graduada em Medicina pela Universidade do Estado do Pará e realizando MBA Executivo de Gestão em Saúde, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.
Médica Maitê Gadelha
Foo: Divulgação
4. Como vem administrando a pandemia ?
R – Acredito que o que me ajudou durante este período foi compreender que seria um momento importante para meu crescimento pessoal e profissional e, que apesar de difícil, seria passageiro. Dessa forma, consegui seguir dia após dia de forma motivada com meus propósitos e objetivos.
5. Quais os momentos mais difíceis ?
R – O momento mais difícil foi o falecimento do meu avô e de uma tia muito querida. Além deles, cada um de meus pacientes que se foi deixou marcas pra sempre em meu coração.
Mas, cuidar deles, embora sem conseguir vencer a doença, fortaleceu-me como médica, e, acima de tudo, como ser humano.
6. Até quando vamos passar por tudo isso ?
R – Particularmente, não me atrevo a estipular uma data para que tudo isso acabe. Mas, acredito que já estamos caminhando para o final. Vivemos um momento único e histórico. Não acho que voltaremos a viver de maneira exatamente igual a como vivíamos antes da pandemia. A partir de agora, seremos – ou deveremos ser – mais cautelosos. Será inevitável!
7. Sobre a vacinação, o que você pode nos falar ?
R – Estou esperançosa e com muitas expectativas em relação à vacinação da população aqui no nosso Estado. Os índices de internação têm diminuído bastante. A expectativa é de que, com toda a população vacinada, possamos voltar a ter uma vida mais próxima de como era antes.
8.Você acredita que possamos ter remédio para combater a Covid 19?
R – Não acredito que em um futuro próximo irá existir uma medicação para combater a COVID-19.
Mas, a cada dia, surgirão novas formas de contornar principalmente os casos mais graves.
E, mais importante que o remédio, aprenderemos e colocaremos em prática cada vez mais as medidas de prevenção.
9. Em momentos de folga o que você faz ?
R – Sinceramente, não tenho tido muitos momentos de folga.
Tenho trabalhado muito, estou cursando um MBA e estudando bastante para as provas de residência que devem acontecer no final do ano. Às vezes consigo me organizar para curtir momentos em família e também com os meus amigos.
10. Na sua profissão você teve isolamento ?
R – No primeiro momento, fui morar fora de casa para ficar longe da minha família. Foram dias difíceis, mais ainda pelo falecimento do meu avô.
Graças a Deus, meus amigos médicos e de outras áreas da saúde que também precisaram se afastar de suas famílias me fizeram companhia durante tantas horas de plantão e nas viagens que fizemos pelo interior do Pará. Se é que podemos dizer que algo bom aconteceu nesse período, foi o surgimento e o fortalecimento de amizades tão especiais. Costumávamos dizer que tínhamos sorte em poder estar junto de pessoas queridas quando muitos estavam sozinhos.
11. Qual a mensagem que você manda aos brasileiros ?
R – Que possam refletir sobre tudo o que aconteceu e o que ainda está por vir. A pandemia ainda não acabou, embora os índices de internação e mortalidade tenham melhorado.
Tenho certeza que, infelizmente, ninguém sairá ileso da pandemia. Ela veio nos ensinar a importância de ser solidário, de cuidar de nós mesmos e das pessoas próximas a nós.
Gostaria que todos fossem mais responsáveis, afinal o cuidado com o próximo, a preocupação com o meio ambiente e, acima de tudo, o cuidado consigo mesmo, devem ser mantidos sempre.
É hora de aprendermos com tudo o que aconteceu e de sermos mais conscientes. Que possamos eleger gestores responsáveis, que tenham atitudes que condizem com aquilo que nós desejamos para o futuro e, que tenhamos respeito e empatia com tantas e tantas pessoas que foram tão prejudicadas durante esse período.
Maitê Gadelha
Foto: Divulgação