Patrimônio cultural em alta: Imóveis históricos do município serão revitalizados. Serão ocupados pela administração pública
Os imóveis estão localizados em Belém e no distrito de Mosqueiro, sendo pelo menos seis deles históricos. A Secretaria Municipal de Administração (Semad) é o órgão que lidera a ação. Os trabalhos serão divididos em fases até, de fato, os prédios serem revitalizados.
A primeira fase foi a identificação dos imóveis. O próximo passo será a realização de vistoria técnica para identificação das condições físicas atuais dos prédios e planejar quais trabalhos precisam ser realizados para recuperação.
Após limpeza será escolhida a destinação para cada imóvel. Essa decisão resultará de conversas entre as secretarias e o gabinete do prefeito Edmilson Rodrigues. Somente depois destas etapas começam os trabalhos de revitalização física, levando em consideração a destinação de cada imóvel.
Além da Semad, outros órgãos municipais estão envolvidos no esforço de promover a revitalização e dar funcionalidade para os 16 prédios de propriedade da Prefeitura de Belém, que se encontram deteriorados: Secretaria de Saneamento (Sesan), Urbanismo (Seurb), Economia (Secon), Saúde (Sesma), além da Comissão da Defesa Civil de Belém, Fundação Cultural de Belém (Fumbel) e a Companhia de Desenvolvimento e Administração da Área Metropolitana de Belém (Codem).
Recursos para revitalização
Alguns imóveis já possuem verba própria liberada para suas reformas, como é o caso na nova sede da Procuradoria Geral do Município (PGM). Mas para os demais a Prefeitura de Belém dialoga com com a Caixa Econômica Federal e com a Câmara Municipal de Belém (CMB) com o intuito de ser liberada uma operação de crédito. A princípio o valor sugerido pela PMB é de R$ 300 milhões, que segue em análise, aguardando aprovação das duas instituições.
Prédios prioritários
A PMB prioriza a revitalização de alguns prédios dos 16 previstos, como o histórico Palacete Pinho, por exemplo. Localizado na rua Doutor Assis, no bairro da Cidade Velha, o prédio é um marco do símbolo da herança deixada pelo Ciclo da Borracha (1879-1945). O imóvel passou por obras em 2003, mas acabou não sendo utilizado nos anos seguintes. O Palacete Pinho é um dos vários prédios de Belém tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Já os dois casarões históricos de dois pavimentos, localizados na Passagem Bolonha, no bairro de Nazaré, deverão passar logo também por reparos em sua estrutura, fachada e interior para abrigar alguma entidade municipal ainda não definida.
Outro imóvel que será revitalizados é o Memorial Magalhães Barata, situado na praça da Leitura, no bairro de São Brás. Conhecido popularmente como ‘Chapéu do Barata’, o espaço foi construído em 18 de junho de 1988 para comemorar o centenário de nascimento do ex-governador do Pará, Magalhães Barata.
O espaço funcionou internamente até 2005 como Biblioteca Municipal e posteriormente sendo desativado. O local atualmente segue sem uso e deteriorado.
Imóvel da Sefin, antiga sede Administrativa na praça das Mercês; antiga sede da Fumbel, na praça Frei Caetano Brandão; prédio do Iasp, na Almirante Barroso; antiga instalação E. A. Ronaldo Araújo; antiga instalação E. A. Dulce Accioli; Praia Bar, em Mosqueiro; DRM Sesan, em Mosqueiro; antiga sede do Portal do Trabalhador (Secon), na travessa Gaspar Viana; imóvel onde funcionava o Shopping Popular (Secon); Complexo Espaço Palmeira, sede da Copsan, na travessa 14 de Abril, e nova Sede da Procuradoria Geral do Município (PGM) na avenida Presidente Vargas.
Fonte: Agência Belém






