Cultura
Espaço Cultural do BASA abre, hoje, (08/11), a exposição Esculturas Sonoras de Rafael Naufel
Um projeto que relaciona música e as questões socioambientais. Esta é a nova exposição do artista plástico Rafael Naufel que traz doze instrumentos fabricados ou reconstruídos com materiais vindos do lixo. Relacionando lixo e arte, o artista deseja dar visibilidade a questões globais relacionadas ao meio ambiente. A exposição será aberta ao público hoje, dia 08, no Espaço Cultural do Banco da Amazônia.
De acordo com o artista, a mostra é um diálogo atual que além da conservação da natureza traz à tona uma nova proposta estética e musical. “Minha proposta tem como intuito desenvolver instrumentos musicais elétricos, como violões e guitarras, que sejam de baixo custo e auto impacto visual”, explica Naufel. Para isso, ele garimpa instrumentos quebrados, latas, metais e madeiras. “Tenho contato com catadoras de recicláveis da cidade, além de ir sempre a ferros-velhos à procura de materiais e de ganhar doações de amigos que sabem que eu trabalho com o tema”, esclarece.
A exposição Esculturas Sonoras apresenta para o público obras de arte, esculturas, criadas com a técnica da assemblagem que une objetos, componentes eletrônicos e madeira, a partir conhecimentos advindos das técnicas de luthier e da engenharia mecânica. A mostra é um convite a não limitar-nos à forma tradicional de observação de uma obra tridimensional, percebidas pelos sentidos da visão e do tato. Ela abre possibilidade de irmos além, percebendo e vivenciando cada escultura também pelo sentido da audição, a partir da sonoridade que cada uma delas é capaz de gerar.

Foto: Divulgação/Basa
Rafael Naufel é paranaense e tem 35 anos e é formado em Produção Audiovisual (Cinema e Televisão) pela Unitri – Centro Universitário do Triângulo. Há 18 anos integra o grupo de teatro de bonecos “Faz de Conta”, onde desenvolveu a paixão pela criação e fabricação de objetos. Desde 2001, realiza experimentações com a reconstrução de instrumentos musicais a partir de materiais vindos do lixo. Expôs trabalhos, de 2013 a 2020, em espaços culturais de Uberlândia como Galeria Ponto Azul, Casa da Cultura e Teatro do Mercado Municipal. Atualmente mora em Palmas (TO), local onde o artista desenvolve seu trabalho.
Fonte: Ascom/Basa






