Cultura
Flor de Jambu: Conheça o trabalho da paraense Fernanda Yasmin
A busca pelo crescimento profissional, para realizar seus sonhos e atitudes, são pertinentes à uma jovem paraense de Ananindeua que, você, nosso leitor, vai conhecer. Ela, mesma, escreveu e faz sua apresentação. Sua história e sua trajetória empreendedora. Ela fala da Flor de Jambu. Fique sabendo.
1) Quem é a Flor de Jambu?
A Flor de Jambu nasce em Belo Horizonte, a partir da iniciativa de uma paraense que sente seu chamado ancestral de levar a cultura nortista para o Brasil, de dar visibilidade para as tradições, vivências e experiências de um povo que foi silenciado. Viemos retomar o poder do conhecimento cultural e protagonizar os verdadeiros atores dessa vivência.
2) Quem está por trás da Flor de Jambu?
Me chamo Fernanda Yasmin, sou paraense da cidade de Ananindeua (região metropolitana de Belém), criada no bairro Distrito Industrial, filha de Margareth e Fernando. Me formei em Moda na Unama e depois fui para Belo Horizonte fazer um MBA em gestão da comunicação empresarial. No projeto de conclusão do curso, pensei em fazer um espaço cultural paraense em Minas Gerais, neste, um local para abraçar o nortista, deixá-lo em casa, para além de um espaço de confraternização, um ambiente de auxílio e apoio para quem vem do Norte.
Fui criada por uma mulher e um homem que me deram a melhor criação possível, mesmo tendo pouco ou às vezes nada de dinheiro, eles me forneceram algo que nunca irão me tirar, que é o conhecimento e a vivência cultural. Meus pais, na década de 90 fizeram o primeiro jornal cultural de Belém, o Jornalzinho Pai D’égua, que divulgava artistas paraenses, promovia eventos, com cifras de musicas, ilustrações, comunicava nossa cultura de forma geral. É nítido que eu não poderia deixar de ter isso em minhas veias.
3) Qual o objetivo desta iniciativa paraense?
Meu objetivo é que a Flor de Jambu se torne um coletivo, pois a cultura é feita assim, a partir de uma construção coletiva. Temos a intenção de levar o Pará para o sudeste, tanto para apresentar aos que não conhecem, quanto levar para nossos conterrâneos um pedacinho do Norte.
Queremos enaltecer artistas LGBTQIA+, pretos e pretas, indígenas e mulheres, sendo assim, indicamos mensalmente no instagram, ao menos 6 artistas, para os meus seguidores conhecerem e seguirem.
4) Quais os maiores desafios ao promover cultura paraense no sudeste do Brasil?
Um dos maiores desafios é apresentar uma cultura completamente nova, mostrando a importância da nossa vivência, da mistura de povos que criaram a música, a culinária, a dança, o ritmo e os dizeres. Apesar de ter muitos nortistas em Belo Horizonte, o alcance de um público maior ainda é inacessível, mas com o tempo, estamos conseguindo avançar.
Outro desafio é a compra de insumos e artigos de nortistas, pois a ideia é criar uma rede sustentável entre paraenses, que dê preferência para fornecedores nortistas e preferencialmente mulheres, mas o frete de Belém a Belo Horizonte ainda é oneroso e difícil.
5) Quais os seus planos para o futuro?
Neste momento estou participando de um programa da ONG Mais Favela para pequenos empreendedores da economia criativa e cultural, o qual está me mentorando e abrindo a visão do presente e do futuro.
6) Quais são os serviços e produtos que oferecem?
Realizamos consultoria para empreendimentos paraenses que queiram ter sua sede no sudeste, produção de eventos, conteúdo digital da cultura e divulgação de artistas do Pará, comercialização de produtos, como: camisas, cadernos, cachaça e comida típica.
Texto :Fernanda Yasmin







