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Fevereiro Laranja: A hematologista Iê Fernandez fala sobre a importância da detecção precoce da leucemia

Em 2022, cerca de 11 mil novos casos de leucemia devem ser registrados no Brasil. É o que apontam as estatísticas do Instituto Nacional de Câncer. É o 9º tipo de câncer mais comum entre os homens e o 11º entre as mulheres, de acordo com o INCA. No Pará, a estimativa prevê 320 casos novos e, em Belém, a previsão é de 80 casos.

Outro dado do INCA que chama atenção são os índices de mortes provocadas pela leucemia. O Atlas da Mortalidade por Câncer registrou mais de sete mil mortes em 2020. Ou seja, cerca de 70% dos pacientes vieram a óbito no ano de 2020. É um dos percentuais mais altos entre os diversos tipos de câncer. Uma das causas principais é o diagnóstico tardio.

O mês de fevereiro foi escolhido para ser o mês de conscientização sobre a leucemia, para que as pessoas saibam mais sobre a doença e assim seja possível aumentar o diagnóstico precoce.

“Como não há fatores de risco bem definidos, a melhor estratégia é a detecção precoce da doença, por meio dos sinais e sintomas suspeitos”. Diz a hematologista Iê Bentes Fernandes, do Centro de Tratamento Oncológico.

O principal exame de sangue para confirmação da suspeita de leucemia é o hemograma, para verificar se há aumento do número de leucócitos (glóbulos vermelhos).  Outras análises laboratoriais devem ser realizadas, e a confirmação diagnóstica é feita com o exame da medula óssea (mielograma).

 A leucemia não escolhe idade, mas quanto maior a idade, maior o risco de desenvolver leucemia. Todas as formas são mais comuns em idosos, exceto a leucemia linfoide aguda, que é mais comum em crianças.

A hematologista Iê Bentes Fernandez lembra que é importante fazer o acompanhamento da saúde das crianças, mas os pais não devem ficar alarmados. “A leucemia em crianças e adolescentes é considerada rara, pelo número de casos registrados”, explica a médica. “Segundo a Organização Mundial de Saúde, uma doença é classificada como rara quando afeta até 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos. No Brasil, o número de crianças e adolescentes com câncer é de apenas 16 para cada 100 mil habitantes”, calcula.

A estimativa do Inca, em números absolutos, é de 8.460 novos casos de câncer pediátrico (incluindo a leucemia) por ano, no triênio 2020-2022. Outro dado otimista é em relação às chances de cura. “O resultado positivo no tratamento é alto. A leucemia tem chances de cura de cerca de 90% na maioria dos casos”, diz a hematologista.

 A campanha Fevereiro Laranja também é para incentivar as pessoas a se tornarem doadoras de medula óssea. O transplante de medula é uma das formas de tratamento nos casos de leucemias mais graves. Para que esse procedimento possa ser feito, é preciso que a medula do paciente e do doador sejam compatíveis.

Procura-se essa compatibilidade primeiro entre os parentes mais próximos. Caso não seja encontrado ninguém, procura-se nos bancos de medula, como o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). No Pará, o Hemopa é responsável pelo registro.

“Achar alguém compatível é difícil. As chances de encontrar um doador compatível é de 1 em cada 100 mil e no Pará existem apenas 120 mil doadores cadastrados”, calcula a hematologista.

Para se tornar doador é necessário apenas realizar um cadastro no órgão que busca doadores no Brasil e nos registros estrangeiros, o chamado Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME). Também é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade, estar com a saúde em bom estado geral, não ter doença infecciosa ou incapacitante, não possuir diagnóstico oncológico, doenças hematológicas ou do sistema imunológico.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Centro de Tratamento Oncológico (CTO)

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guaranyjr

Guarany Jr - Prof. de Graduação e Pós de Marketing, Jornalismo e Propaganda, Jornalista, Comentarista, Consultor, Administrador, Palestrante - Belém - Pará - Brasil.

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