Leia o que diz a Médica Barbara Branches sobre a importância da Medicina Nuclear para a saúde das pessoas, destacando os principais exames que podem ser realizados
O Portal Guarany Júnior entrevista neste domingo, 15 de maio, a competente médica Barbara Branches. Leia, na íntegra, o que diz a médica.
Nome – Ana Bárbara Branches Figueira
Área de atuação – Médica Nuclear
Graduada pela Universidade Federal do Pará
Especialista em Medicina Nuclear há 19 anos
Especialista pelo Colégio Brasileiro de Radiologia há 19 anos
Barbara Branches destaca: “Atuar como médica nuclear é andar de mãos dadas com a modernidade. No dia a dia da especialidade precisamos lidar com os mais modernos compostos, para realizar diagnósticos com agilidade e nível de detalhamento diferenciado. Tive a honra em ser a primeira médica nuclear a tratar câncer de tireóide no estado do Pará em 2004 e desde então praticamos medicina de ponta em nossa Região”.
A Dra. Barbara Branches é responsável técnica pela clínica Nuclear Center, Hospital do Coração do Pará e Hospital Ophir Loyola.
1.O que é Medicina Nuclear?
R – A medicina nuclear é uma especialidade médica que usa pequenas quantidades de substâncias radioativas, denominados radiofármacos, para realizar exames diagnósticos, tratamentos terapêuticos e auxiliar alguns procedimentos cirúrgicos.
O diferencial da área é a possibilidade de avaliar a função de diversos órgãos, além de realizar procedimentos não invasivos e mais seguros, tendo entre suas principais aplicações exames como cintilografias e PET scan .
As substâncias radioativas, por serem usadas em quantidades mínimas, são muito seguras e oferecem poucas possibilidades de causar reações adversas aos pacientes. Apenas as gestantes e as mulheres que estão amamentando não podem passar pelo uso dessa tecnologia.
2.Quais principais aplicações da Medicina Nuclear ?
R – A medicina nuclear pode ser aplicada na detecção de doenças em seus estágios mais iniciais. Como por exemplo, antes que causem alterações estruturais detectáveis por exames anatômicos.
A técnica é muito utilizada no diagnóstico e acompanhamento de diversos tipos de câncer, avaliação de doenças cardíacas, endócrinas, neurológicas e gastrointestinais. Os tipos de exames mais comuns da medicina nuclear são:
Coração: possibilidade de avaliar o fluxo arterial sanguíneo em situações de repouso e estresse, função cardíaca, danos ao músculo cardíaco após um infarto, avaliação funcional após procedimentos de revascularização, rejeição de transplantes cardíacos, entre outros.
Renais: função diferencial entre os rins, identificação de possíveis obstruções no sistema coletor, cicatrizes decorrentes de infecções.
Tireoide: avaliar a função da glândula e nódulos e presença de metástases de câncer de tireóide.
Cérebro: focos epileptogênicos com convulsão, avaliação de déficit cognitivo, perfusão sanguínea.
Mama: auxílio na localização de nódulos malignos.Ossos: avaliação de processos osteodegenerativos articulares, doenças ósseas benignas e malignas (tumores).
3.Quais principais tratamentos realizados pela medicina nuclear?
R – Os principais tratamentos são: o tratamento com o iodo-131, usado há mais de 50 anos no tratamento de hipertireoidismo e de câncer na tireoide. Ao ser absorvido nas regiões tireoidianas em metástase, emite a energia radioativa, eliminando as células nocivas.
Outros exemplos de tratamentos são o samário-153, para tratamento paliativo de tumores ósseos, e o 177Lutécio- DOTATATO, para tratamento de tumores neuroendócrinos bem diferenciados e um dos mais recentes é o Rádio-223, utilizado em terapias contra câncer nos ossos de origem prostática.
4. Após o exame de cintilografia o paciente fica radioativo?
R – Sim. Porém fique tranquilo! A radiação administrada durante os exames de medicina nuclear segue protocolos de segurança especiais. As dosagens de radiofármacos que utilizamos nas cintilografias e PET/CT são pequenas e controladas, garantindo a segurança de pacientes e médicos.
Além disso reforço que os radioisótopos utilizados em grande parte dos exames nucleares são conhecidos como sendo de meia-vida curta, o que significa que são eliminados rapidamente pelo organismo (geralmente pela urina).
Por isso o paciente pode ficar tranquilo quando for realizar seu exame nuclear.







